Bom, talvez, eu tenha uma parte de culpa nessa história. Entretanto, eu também culpo as indústrias de sabão de uma marca determinada a qual não mencionarei aqui, pois não recebo dinheiro para tal! Mas vocês vão concordar com a minha justificativa. Tenho certeza!
Sempre fui uma menina prestativa! Cozinhava pros outros (talvez, uma história para outro post), alcançava o sabonete ou shampoo pros outros (e aproveitava pra dar sustos) e eu adorava limpar a lavanderia daquela mesmo prédio que a ANA quebrou a janela do corredor.
Vocês devem pensar: "Ai, que linda. Tão pequena e pegava um balde com água e um pano como uma pessoa normal e limpava a lavanderia pra mamãe!". Mas é claro que não!!!! Eu jogava água no chão e dê-lhe tacar sabão em pó. Aí, eu pegava uma vassoura e esfregava, esfregava, esfregava até fazer bastante bolhas e ficar escorregadio. Eu fingia que estava patinando no gelo e deslizava com aquela vassoura (meu par) de um lado para o outro. Só que eu não queria que ficasse tããão escorregadio, sendo assim a culpa daquela indústria de sabão por ter feito um produto tão eficiente!
Voltando à história, lá estava eu, alegre e faceira, deslizando, fazendo piruetas e agradando o público quando perco o equilíbrio e CRASH! A vassoura se joga contra o vidro do banheiro. Nossa, que desespero. Nem lembro se eu estava sozinha em casa ou não, mas eu nunca limpei uma cena do crime tão rápido. Nessa história, eu lembro quem levou a culpa =/
Quando comecei a pensar nas coisas que havíamos quebrado, só lembrei de três grandes prejuízos, mas escrevendo-os aqui, lembrei de mais um.... que também foi nesse prédio. Ou seja, a culpa não foi minha, o prédio que é amaldiçoado!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O Que Me Faz Lembrar da Ana
Permanecer Fiéis à Orientação que Recebermos
Podemos “olhar para cima” permanecendo fiéis à orientação que recebemos de um amoroso Pai Celestial por meio de revelação pessoal. Às vezes, as pessoas tentam nos dissuadir de colocar em prática as coisas que recebemos, e mesmo que tenham boas intenções, precisamos permanecer fiéis ao que sentimos.
Minha mulher e eu temos uma filha que está servindo missão de tempo integral na Espanha. Essa filha passou seus anos do curso médio na Nova Zelândia, enquanto eu servia como presidente de missão. Quando fez 21 anos, ela disse: “Pai, mãe, acho que preciso servir uma missão”. Evidentemente, ficamos felizes com essa decisão justa, mas sabendo que tinha sido um sacrifício para ela mudar-se de perto dos amigos e da família durante a adolescência, eu lhe disse: “Você já serviu uma missão”.
Ela sorriu e disse: “Não, pai, você serviu. Agora eu quero servir ao Senhor”.
“Está bem”, sorri. “Você vai cumprir essa missão. Siga a inspiração que teve de servir.”
Hoje estou emocionado em ver que ela não apenas está servindo ao Pai Celestial e a Seus filhos na Espanha, mas também está seguindo a inspiração que sentiu. Ela não deixou que nem mesmo eu, um pai bem-intencionado, a convencesse a fazer qualquer outra coisa que não fosse o que sentiu ser o certo para sua vida e que era o plano do Pai Celestial para ela.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Day #44 - A Ratinha
Livros sempre foi uma paixão das meninas aqui de casa. Não sei se o pai é muito de ler livros. Ele gosta de jornais e revistas. O Zero Hora e a Veja sempre fazem ponto pela casa. Para nós, meninas cultas, os livros já são bem mais atraentes: histórias policiais, romances, ficção, fatos reais, best-sellers, pouco conhecidos, livros de auto-ajuda (empresariais, comportamentalistas, de relacionamentos, etc). Seja o tipo que for, nós gostávamos desde que seja bom (para os nossos padrões e gostos).
Ao me apropriar do quarto da Carol, toda noite vou dormir com todos aqueles livros que encarando. Eu fico muito tentada a lê-los, mas a falta de tempo e preguiça tem me impedido. A origem dos livros da Carol são diversas: presentes de aniversário, presentes de Natal, presentes de formatura, presentes de amigo secreto, os que ela comprou no Brasil, os que ela comprou no Canadá, os que elaroubou pegou emprestado da mãe! Vários!
Ela é uma verdadeira RATA DE LIVROS!
Ao me apropriar do quarto da Carol, toda noite vou dormir com todos aqueles livros que encarando. Eu fico muito tentada a lê-los, mas a falta de tempo e preguiça tem me impedido. A origem dos livros da Carol são diversas: presentes de aniversário, presentes de Natal, presentes de formatura, presentes de amigo secreto, os que ela comprou no Brasil, os que ela comprou no Canadá, os que ela
Ela é uma verdadeira RATA DE LIVROS!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Day #43 - O Envelope Azul
Achei um envelope nas coisas da Ana. Um envelope azul, simples e com alguns papéis dentro. Eu sabio o que continha lá dentro sem nem ousar abrir, porque eu já tivera um daqueles também. Ao ficar admirando aquele envelope azul, percebi que ele continha muito mais da Ana do que ele aparentava.
Em cada pedaço de papel, cuidadosamente preenchido a mão - ou, às vezes, até com pressa para ir para casa ajudar a fazer o almoço - vê-se esperança, sonhos, planos, fé, altruísmo, dedicação, bondade, disposição para fazer o bem... Enfim!
Era perceptível, através daquele gordinho envelope azul, que ele continha a essência de uma mulher. A minha irmã!
Em cada pedaço de papel, cuidadosamente preenchido a mão - ou, às vezes, até com pressa para ir para casa ajudar a fazer o almoço - vê-se esperança, sonhos, planos, fé, altruísmo, dedicação, bondade, disposição para fazer o bem... Enfim!
Era perceptível, através daquele gordinho envelope azul, que ele continha a essência de uma mulher. A minha irmã!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Day #42 - Quebrando Coisas - II
Sim, eu sei que você esperava ansioso pela continuação. Voilà!
Se eu não me engano essa história também se passou numa tarde de verão. Nós morávamos no terceiro andar de um apartamento. Lembro perfeitamente que havia 63 degraus - ou eram 61?! Bem, talvez eu não lembre tão perfeitamente assim, mas isso não é importante. Antes de continuar, preciso esclarecer que a culpa não foi minha e por mais que a versão da Ana dessa história seja diferente, o blog é meu e eu conto as histórias da maneira que eu quiser =P
Eu, pessoalmente, culpo o arquiteto do prédio, pois, durante aqueles longos lances de escada, muitas coisas podem acontecer. E foi bem isso que aconteceu. Nós estávamos subindo as escadas, conversando. Eu lembro de estar tirando sarro ou provocando a Ana (o que todos sabem que era muito raro). Do nada, ela atira um molho de chaves na minha direção. É óbvio que eu não ia ficar ali parada. Abaixei-me e.... CRASH! Lá se foi o vidro do corredor.
O primeiro pensamentos que tivemos foi: O PAI VAI NOS MATAR! Eu também não lembro o desfecho da história, mas sei que a Ana levou a culpa. Ela fica braba até hoje, olha que coisa mais feia! Isso só prova que a culpa foi todinha dela #disfarça
Se eu não me engano essa história também se passou numa tarde de verão. Nós morávamos no terceiro andar de um apartamento. Lembro perfeitamente que havia 63 degraus - ou eram 61?! Bem, talvez eu não lembre tão perfeitamente assim, mas isso não é importante. Antes de continuar, preciso esclarecer que a culpa não foi minha e por mais que a versão da Ana dessa história seja diferente, o blog é meu e eu conto as histórias da maneira que eu quiser =P
Eu, pessoalmente, culpo o arquiteto do prédio, pois, durante aqueles longos lances de escada, muitas coisas podem acontecer. E foi bem isso que aconteceu. Nós estávamos subindo as escadas, conversando. Eu lembro de estar tirando sarro ou provocando a Ana (o que todos sabem que era muito raro). Do nada, ela atira um molho de chaves na minha direção. É óbvio que eu não ia ficar ali parada. Abaixei-me e.... CRASH! Lá se foi o vidro do corredor.
O primeiro pensamentos que tivemos foi: O PAI VAI NOS MATAR! Eu também não lembro o desfecho da história, mas sei que a Ana levou a culpa. Ela fica braba até hoje, olha que coisa mais feia! Isso só prova que a culpa foi todinha dela #disfarça
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Day #41 - 20 de Setembro.... TCHÊ!
Os 20 de Setembros sempre foram regados de.... desfiles! Como a Nani, a Ana e eu sempre participávamos da gincana do colégio, sempre desfilávamos como uma tarefa. Ajudávamos a confeccionar os carros se necessário, chegávamos antes para organizar todos e distribuir as fitinhas de identificação, ficávamos horas embaixo do sol torrante só esperando para entrar no desfile, que duraria mais algumas horas!
Depois do colégio, nós paramos de desfilar! Como Catarinenses (sim, não somos gaúchas) nunca tivemos esse hábito. Assim como o chimarrão. Sim, eu sei, que coisa horrível. Os meus parentes que moram em Santa Catarina tomam mais chimarrão do que nós, que moramos no Rio Grande do Sul há 18 anos. Mesmo assim, me considero mais gaúcha do que catarina!
E mesmo não tendo nenhuma tradição gaúcha nesse 20 de Setembro, ele foi incompleto sem a Carol (Ana)!
Depois do colégio, nós paramos de desfilar! Como Catarinenses (sim, não somos gaúchas) nunca tivemos esse hábito. Assim como o chimarrão. Sim, eu sei, que coisa horrível. Os meus parentes que moram em Santa Catarina tomam mais chimarrão do que nós, que moramos no Rio Grande do Sul há 18 anos. Mesmo assim, me considero mais gaúcha do que catarina!
E mesmo não tendo nenhuma tradição gaúcha nesse 20 de Setembro, ele foi incompleto sem a Carol (Ana)!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Day #40 - Errata
Sinto que devo um grande pedido de desculpas para minhas irmãs. Há algumas semanas, eu havia publicado um post ( este ) que falava sobre as incríveis aventuras veiculares da Ana e da Nani. Eu acho que elas se reuniram e fizeram uma macumba ou uma reza braba, porque eu bati o carro.... DUAS VEZES.... EM MENOS DE 1 semana =/
Eu sei, é trágico, mas, para honrar a memória e dignidade das minhas irmãs, publico aqui a minha errata!
Obrigada pela compreensão!
Eu sei, é trágico, mas, para honrar a memória e dignidade das minhas irmãs, publico aqui a minha errata!
Obrigada pela compreensão!
domingo, 18 de setembro de 2011
Day #39 - Elaine e Sua Bolsa
Na minha família, as pessoas são conhecidas por sua atitude forte e presença marcante. Sem falar, que eles (meus pais e minhas irmãs), não tem vergonha para reclamar de um serviço mau feito, pedir informações e falar com estranhos no geral. Eu, por outro lado, sou uma negação para isso até hoje. Outra atitude marcante na nossa família é compartilhar as histórias engraçadas que protagonizamos.
Justamente por me faltar a habilidade de reclamar que, quando meu celular (recém comprado na época) começou a dar problemas, eu pedi que a Nani fosse comigo na loja, porque quem reclamaria, seria ela! Chegamos lá, Nani, sua bolsa e eu, e ela rumou para o balcão dos celulares, colocou sua bolsa em cima do balcão, as mãos sobre a bolsa (como uma madame) e falou:
Nani: "O celular que eu comprei há poucas semanas está com problemas!"
Atendente: "Você trouxe o carregad...?"
Nani: "Não!", com uma cara super fechada e eu do lado, assoviando e olhando os novos modelos de celulares.
Um outro atendente, amigo da família, passa e cumprimenta a Elaine. Ela sorri, conversa, faz piada e no momento que ele vai embora, volta a fechar a cara. Ela realmente não brinca no trabalho! A atendente resolveu tudo rapidinho e logo estávamos livre. Ao sairmos, olhei pra menina com uma cara de perdão. Até hoje, brincamos que, se alguém me irritar, chamarei minha irmã e sua bolsa!
Justamente por me faltar a habilidade de reclamar que, quando meu celular (recém comprado na época) começou a dar problemas, eu pedi que a Nani fosse comigo na loja, porque quem reclamaria, seria ela! Chegamos lá, Nani, sua bolsa e eu, e ela rumou para o balcão dos celulares, colocou sua bolsa em cima do balcão, as mãos sobre a bolsa (como uma madame) e falou:
Nani: "O celular que eu comprei há poucas semanas está com problemas!"
Atendente: "Você trouxe o carregad...?"
Nani: "Não!", com uma cara super fechada e eu do lado, assoviando e olhando os novos modelos de celulares.
Um outro atendente, amigo da família, passa e cumprimenta a Elaine. Ela sorri, conversa, faz piada e no momento que ele vai embora, volta a fechar a cara. Ela realmente não brinca no trabalho! A atendente resolveu tudo rapidinho e logo estávamos livre. Ao sairmos, olhei pra menina com uma cara de perdão. Até hoje, brincamos que, se alguém me irritar, chamarei minha irmã e sua bolsa!
sábado, 17 de setembro de 2011
Day #38 - Astronauta
Não, isso não é o que queríamos ser quando crescêssemos! No post anterior, eu falei sobre os pôneis malditos e a propaganda da Nissan. Isso me lembou outros vídeos virais (que atingem alta circulação na internet) que nós gostávamos! Um deles é o do Astronauta.
Eu não lembro que programa era, mas era um onde as celebridades (ou pseudo-celebridades) iam e respondiam algumas perguntas! Nesse dia, uma das perguntas era:
-"Que órgãos humanos ficam alojados em cavidades ósseas chamadas órbitas?"
É óbvio que você responderia OLHOS!!!!!! Mas a moça responde ASTRONAUTA oO
Quando a Ana e eu vimos isso, gargalhávamos e chorávamos. Sério, o que será que aquela guria tava pensando? É bem provável que quando ela ouviu ÓRGÃOS ela pensou: "Me ferrei!", mas quando o apresentador falou ÓRBITAS, ela deve ter lembrado daquele filme "Heróis Fora de Orbita" e achou que tava no papo! Nossa, o melhor do vídeo é que nenhuma das companheiras de time sabia a resposta. Uma olha pro chão e começa a rir, e a outra admira o lindo horizonte do auditório!
Que saudade da minha astronautinha!!!
Enfim, esses videos virais sempre foram assunto entre nós. Para vosso divertimento, postar-lhe-eis uma listas para que vós possais divertir-vos (nota 10 para meu português)!
Sanduíche-íche
As Arvores Somos Nozes
Doar Sangue Não Dói
Eu não lembro que programa era, mas era um onde as celebridades (ou pseudo-celebridades) iam e respondiam algumas perguntas! Nesse dia, uma das perguntas era:
-"Que órgãos humanos ficam alojados em cavidades ósseas chamadas órbitas?"
É óbvio que você responderia OLHOS!!!!!! Mas a moça responde ASTRONAUTA oO
Quando a Ana e eu vimos isso, gargalhávamos e chorávamos. Sério, o que será que aquela guria tava pensando? É bem provável que quando ela ouviu ÓRGÃOS ela pensou: "Me ferrei!", mas quando o apresentador falou ÓRBITAS, ela deve ter lembrado daquele filme "Heróis Fora de Orbita" e achou que tava no papo! Nossa, o melhor do vídeo é que nenhuma das companheiras de time sabia a resposta. Uma olha pro chão e começa a rir, e a outra admira o lindo horizonte do auditório!
Que saudade da minha astronautinha!!!
Enfim, esses videos virais sempre foram assunto entre nós. Para vosso divertimento, postar-lhe-eis uma listas para que vós possais divertir-vos (nota 10 para meu português)!
Sanduíche-íche
As Arvores Somos Nozes
Doar Sangue Não Dói
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Day #37 - Muito Carinho
Realmente, a Ana e eu nos tratamos com muito amor e carinho. Lembra do post dos apelidos ( aqui )? Pois, é, conseguimos nos dar mais um.... super carinhoso! O novo é Pônei Maldita. Se não sabe o porquê, clique aqui!
Antes da Ana sair pra missão, nós amávamos essa propaganda. Ficamos cantando a música sem parar! Era "pônei maldito, pônei maldito, venha com a gente atolar" pra lá e "odeio barro, odeio lama, que nojinho, não vou sair do lugar" pra cá! Sem falar no épico "Te Quiero *smack*!!" do fim. Agora, nos emaisl e cartas da missão, sempre a chamo de Pônei e ela também me chama assim. Temos evitado o maldito, porque ela é uma anja, e eu sou.... ããããã.... eu sou.... alguma coisa!
Antes da Ana sair pra missão, nós amávamos essa propaganda. Ficamos cantando a música sem parar! Era "pônei maldito, pônei maldito, venha com a gente atolar" pra lá e "odeio barro, odeio lama, que nojinho, não vou sair do lugar" pra cá! Sem falar no épico "Te Quiero *smack*!!" do fim. Agora, nos emaisl e cartas da missão, sempre a chamo de Pônei e ela também me chama assim. Temos evitado o maldito, porque ela é uma anja, e eu sou.... ããããã.... eu sou.... alguma coisa!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Day #36 - Influências
Como já foi citado nos posts anteriores ( aqui e aqui ), nós amamos filmes e seriados, mas, às vezes, o meu gosto é diferente dos gostos da Ana e da Nani. Como eu estava vivendo mais com a Ana nos últimos tempos, ela estava me influenciando muito nessa questão de seriados e gostos. Há um seriado que eu não consigo ver que é Criminal Minds. É de suspense policial, só que eu acho meio pesado, meio terror de mais. Eu até tento ver, mas na maior parte dos episódios, só cubro meu rosto de medo =P
De todas as influências (relacionadas a seriados) da Ana, as melhores foram Bones e How I Met Your Mother. Bones é sobre um grupo de cientistas que, com a ajuda do FBI, solucionam mortes através da análise dos ossos das pessoas. Quem diria que nossos poderiam contar tantas informações sobre nós!
How I Met Your Mother conta a história de como Ted conheceu a mãe dos filhos deles (o que, depois de sete temporadas, ainda não aconteceu). Passa ano e entra ano, Ted conta diversas histórias sobre ele e seus quatro amigo: Robin, Barney (meu preferido), Lily e Marshall.
Agora vocês devem pensar: nossa, mas essa gente tem tempo pra ver TV, hein? Pior que não. Os seriados e filmes que vemos são (i)legalmente baixados da internet ou alugados. Quando sobra um tempo, dá pra assistir uns três capítulos de How I Met Your Mother direto, porque, sem comerciais, ele tem uma duração de 20 minutos, no máximo!
Outra coisa que eu herdei (um pouquinho) da Ana foi a habilidade de corrigir temas "vendo" um seriado. Ela sempre via filmes ou corrigia temas sem olhar pra tela. Isso, pra mim, era impossível, mas ando fazendo isso. Claro que, às vezes, eu dou uma espiada. Eu falei que herdei um pouquinho e não que dominei a técnica =)
De todas as influências (relacionadas a seriados) da Ana, as melhores foram Bones e How I Met Your Mother. Bones é sobre um grupo de cientistas que, com a ajuda do FBI, solucionam mortes através da análise dos ossos das pessoas. Quem diria que nossos poderiam contar tantas informações sobre nós!
How I Met Your Mother conta a história de como Ted conheceu a mãe dos filhos deles (o que, depois de sete temporadas, ainda não aconteceu). Passa ano e entra ano, Ted conta diversas histórias sobre ele e seus quatro amigo: Robin, Barney (meu preferido), Lily e Marshall.
Agora vocês devem pensar: nossa, mas essa gente tem tempo pra ver TV, hein? Pior que não. Os seriados e filmes que vemos são (i)legalmente baixados da internet ou alugados. Quando sobra um tempo, dá pra assistir uns três capítulos de How I Met Your Mother direto, porque, sem comerciais, ele tem uma duração de 20 minutos, no máximo!
Outra coisa que eu herdei (um pouquinho) da Ana foi a habilidade de corrigir temas "vendo" um seriado. Ela sempre via filmes ou corrigia temas sem olhar pra tela. Isso, pra mim, era impossível, mas ando fazendo isso. Claro que, às vezes, eu dou uma espiada. Eu falei que herdei um pouquinho e não que dominei a técnica =)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Day #35 - Quebrando Coisas I
Sei que deve soar engraçado aquele número romano ali no título indicando ser este o primeiro post de uma sequência, mas é bem isso que ele representa. Na nossa vida juntas, a Ana e eu já quebramos algumas coisas por esse mundo. Não que sejamos vândalas ou algo do gênero, só éramos.... er.... elétricas(?).
A primeira lembrança que eu tenho de quebrar algo com a Ana também conta com a presença ilústre da Camila, nossa prima. Como temos idades próximas, sempre fomos parceiras. No verão, nossos pais nos "despachavam" pra casa da vó, só para adicionar mais fios brancos aos cabelos da pobrezinha. A vó gostava (eu acho). Lembro que a vó tinha uma fita cassete (se você não sabe o que é isso, trate de pesquisar) com várias músicas do Roberto Carlos. Sempre íamos para a Wizard com a vó ouvindo aquela fita. Às vezes, até ficávamos passeando de carro por Venâncio Aires (onde a vó morava há muito tempo) só para curtir um pouco mais de Roberto Carlos.
Voltando as "quebrações", um dia ficamos em casa, a Camila, a Ana e eu. A vó morava no primeiro andar de um prédio e na sacada, havia um rede. Nós sempre nos balançávamos ao impulsionarmos gentilmente (ou não tanto) com os pés no vidro do parapeito. Resumindo: QUEBRAMOS O VIDRO!
Pensa numas crianças sem saber o que fazer e morrendo de medo que a vó descobrisse. Mas não contavam com nossa astúcia. Fechamos o a porta que dava pra sacada, as cortinas e ficamos sentadinhas no sofá olhando TV. Como já dizia nossa mãe: "O que os olhos não vêem, o coração não sente", ou seja, se a vó não vir, ela não saberá de nada. Uau, somos inteligentes demais!
Quando a vó chegou em casa, a casa estava um forno e ela vê três pestinhas sentadinhas no sofá como se nada tivesse acontecido. FLAGRA TOTAL. A gente levou um xingão, mas no final não deu nada. Quer dizer, não deu nada pra nós. Até hoje eu me pergunto quem deve ter pago por aquele vidro!
A primeira lembrança que eu tenho de quebrar algo com a Ana também conta com a presença ilústre da Camila, nossa prima. Como temos idades próximas, sempre fomos parceiras. No verão, nossos pais nos "despachavam" pra casa da vó, só para adicionar mais fios brancos aos cabelos da pobrezinha. A vó gostava (eu acho). Lembro que a vó tinha uma fita cassete (se você não sabe o que é isso, trate de pesquisar) com várias músicas do Roberto Carlos. Sempre íamos para a Wizard com a vó ouvindo aquela fita. Às vezes, até ficávamos passeando de carro por Venâncio Aires (onde a vó morava há muito tempo) só para curtir um pouco mais de Roberto Carlos.
Voltando as "quebrações", um dia ficamos em casa, a Camila, a Ana e eu. A vó morava no primeiro andar de um prédio e na sacada, havia um rede. Nós sempre nos balançávamos ao impulsionarmos gentilmente (ou não tanto) com os pés no vidro do parapeito. Resumindo: QUEBRAMOS O VIDRO!
Pensa numas crianças sem saber o que fazer e morrendo de medo que a vó descobrisse. Mas não contavam com nossa astúcia. Fechamos o a porta que dava pra sacada, as cortinas e ficamos sentadinhas no sofá olhando TV. Como já dizia nossa mãe: "O que os olhos não vêem, o coração não sente", ou seja, se a vó não vir, ela não saberá de nada. Uau, somos inteligentes demais!
Quando a vó chegou em casa, a casa estava um forno e ela vê três pestinhas sentadinhas no sofá como se nada tivesse acontecido. FLAGRA TOTAL. A gente levou um xingão, mas no final não deu nada. Quer dizer, não deu nada pra nós. Até hoje eu me pergunto quem deve ter pago por aquele vidro!
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Day #34 - Espírito Livre
A Ana sempre foi um espírito livre. Não sei se é o fato dela ser a irmã do meio e ter traumas de irmã do meio, mas ela sempre foi mais independente. Não emocionalmente falando, mas em relação a conversas, pedir informação, viajar, ousar, sair da zona de conforto. Nisso, eu sou suuuper o oposto.
Na primeira vez que a Carol foi para o Canadá, o pai estava junto, mas ela não queria nem saber. Ela queria conhecer o lugar, conhecer o pessoal e vivenciar tudo aquilo. Foi assim na faculdade também e nos módulos (simulações de Relações Internacionais) dos quais ela participou. Ela se envolvia, incorporava o papel que lhe era designado e lutava por aquilo. Com a Ana é mais ou menos assim: tu tens o direito de ter uma opinião e eu tenho o direito de falar o que eu achar necessário a respeito disso.
Ela sempre teve convicções fortes. Cada dia, sinto mais falta dela. Mas é uma falta daquelas bem safadas, porque ela é meio boa ao mesmo tempo que maldita. Tipo, tenho muita falta, mas não quero te ver antes de 2013, entende? É meio complicado :)
Na primeira vez que a Carol foi para o Canadá, o pai estava junto, mas ela não queria nem saber. Ela queria conhecer o lugar, conhecer o pessoal e vivenciar tudo aquilo. Foi assim na faculdade também e nos módulos (simulações de Relações Internacionais) dos quais ela participou. Ela se envolvia, incorporava o papel que lhe era designado e lutava por aquilo. Com a Ana é mais ou menos assim: tu tens o direito de ter uma opinião e eu tenho o direito de falar o que eu achar necessário a respeito disso.
Ela sempre teve convicções fortes. Cada dia, sinto mais falta dela. Mas é uma falta daquelas bem safadas, porque ela é meio boa ao mesmo tempo que maldita. Tipo, tenho muita falta, mas não quero te ver antes de 2013, entende? É meio complicado :)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Day #33 - Amor Bruto
Se tu lês o blog com alguma certa regularidade, já deve ter ouvido do Rafa, nosso sobrinho. O Rafa é um guri fora do comum. Ele é elétrico, não sabe caminhar (porque só corre ou pula), é engraçado de mais e tem cada tirada que tu pensas: "Como uma criança de 4 anos consegue pensar isso?". Apesar das "sem noçãozices" de criança, ele é amável, carinhoso e super de bem com a vida. A Elaine costuma dizer que ele tem um AMOR BRUTO: ele demonstra amor ou te dá carinho com uma certa dose cavalar!
Não sei se as crianças são sempre assim ou se é como o Rafa foi criado, mas ele adora dar abraços. Se ele quer algo então, nossa, é a criança mais carinhosa do mundo ;) Nós acostumamos ele desde pequeno a abraçar e beijar e dizer "Te amo". Muitas vezes é raro ouvir isso das pessoas sem que nos sintamos meio desconfortáveis ou "envergonhados". É bom que ele tenha esse costume. Ana e eu costumávamos perguntar quem ele amava mais ou quem era a mais legal ou a mais bonita. Como ele é um guri muito inteligente, ele pensava um pouco e analisava a situação. Aí, respondia: AS DUAS!
Não conta para as outras tias, mas eu sou a tia preferida (e a mais humilde tbm =]). O tio preferido, eu sei que é o Daltrei, mas a tia preferida, sem sombra de dúvida, sou eu. Eu brinco com ele como uma criança, como com ele como uma criança, corro atrás dele como uma criança, brigo com ele como uma criança. Nos damos suuuper bem. Ele dorme comigo quando está aqui e pede para eu contar histórias antes dele dormir. Eu sempre invento algo muito sem noção e ele pede continuação no dia seguinte. O brabo é lembrar o que eu falei na noite anterior. É bom demais!!
Nos emails, a Ana sempre diz que sempre muita falta, mas não é por menos. O Rafa é maravilhoso mesmo. Fico pensando nas crianças de hoje em dia e no que vai ser o futuro delas amanhã ou depois disso. Sabe, eu não me importo que o amor do Rafa seja bruto, mas que esteja sempre lá!
Não sei se as crianças são sempre assim ou se é como o Rafa foi criado, mas ele adora dar abraços. Se ele quer algo então, nossa, é a criança mais carinhosa do mundo ;) Nós acostumamos ele desde pequeno a abraçar e beijar e dizer "Te amo". Muitas vezes é raro ouvir isso das pessoas sem que nos sintamos meio desconfortáveis ou "envergonhados". É bom que ele tenha esse costume. Ana e eu costumávamos perguntar quem ele amava mais ou quem era a mais legal ou a mais bonita. Como ele é um guri muito inteligente, ele pensava um pouco e analisava a situação. Aí, respondia: AS DUAS!
Não conta para as outras tias, mas eu sou a tia preferida (e a mais humilde tbm =]). O tio preferido, eu sei que é o Daltrei, mas a tia preferida, sem sombra de dúvida, sou eu. Eu brinco com ele como uma criança, como com ele como uma criança, corro atrás dele como uma criança, brigo com ele como uma criança. Nos damos suuuper bem. Ele dorme comigo quando está aqui e pede para eu contar histórias antes dele dormir. Eu sempre invento algo muito sem noção e ele pede continuação no dia seguinte. O brabo é lembrar o que eu falei na noite anterior. É bom demais!!
Nos emails, a Ana sempre diz que sempre muita falta, mas não é por menos. O Rafa é maravilhoso mesmo. Fico pensando nas crianças de hoje em dia e no que vai ser o futuro delas amanhã ou depois disso. Sabe, eu não me importo que o amor do Rafa seja bruto, mas que esteja sempre lá!
domingo, 11 de setembro de 2011
Day #32 - Encolhe a barriga
Quando eu era menina, eu era um gurizinho. Sem brincadeiras! Eu era aquela menina que sempre andava com os meninos, que escalava árvores, que estava sempre com as pernas roxas, que não gostava de "xuquinhas" no cabelo, tiara ou qualquer firula de menina. O meu negócio era jogar futebol, porque eu podia "dar carrinho nos guris" (eu disse isso de verdade quando eu tinha uns 6 anos, mais ou menos). Isso tudo enquanto eu estudei em uma escola municipal.
Na sexta série, quando fui para um colégio particular, tive as legítimas colegas PATIS/PATY's (ou qualquer outra variação do termo). Foi quando percebi que eu teria que mudar um pouco. Comecei a aprender a ser mais menina, a cuidar mais do cabelo, a não correr atrás dos meninos, mas sim me acostumar a tê-los correndo atrás de mim (ui, poderosa!). E foi nessa época que a expressão "ENCOLHE A BARRIGA". Não, não falavam isso pra mim (pra mim era ENDIREITA ESSAS COSTAS), mas pra Ana.
Mulher tem dessas coisas, puxar a barriga para não "ficar feio", manter a silhueta e coisa e tal. Pois bem, a Ana sempre teve uma maçãzinha um pouco saliente, e quando ela "se descuidava", eu engatilhava um "encolhe a barriga". No ato, ela força o panceps mais ainda para parecer mais gordinha. Era hilário. O mais engraçado é que ela sente saudades de ter alguém falando isso pra ela e que, agora, ela mesma tem que ficar se repetindo: "ENCOLHE A BARRIGA, ANA!"
Na sexta série, quando fui para um colégio particular, tive as legítimas colegas PATIS/PATY's (ou qualquer outra variação do termo). Foi quando percebi que eu teria que mudar um pouco. Comecei a aprender a ser mais menina, a cuidar mais do cabelo, a não correr atrás dos meninos, mas sim me acostumar a tê-los correndo atrás de mim (ui, poderosa!). E foi nessa época que a expressão "ENCOLHE A BARRIGA". Não, não falavam isso pra mim (pra mim era ENDIREITA ESSAS COSTAS), mas pra Ana.
Mulher tem dessas coisas, puxar a barriga para não "ficar feio", manter a silhueta e coisa e tal. Pois bem, a Ana sempre teve uma maçãzinha um pouco saliente, e quando ela "se descuidava", eu engatilhava um "encolhe a barriga". No ato, ela força o panceps mais ainda para parecer mais gordinha. Era hilário. O mais engraçado é que ela sente saudades de ter alguém falando isso pra ela e que, agora, ela mesma tem que ficar se repetindo: "ENCOLHE A BARRIGA, ANA!"
sábado, 10 de setembro de 2011
Day #31 - Notícias
Bom, quarta-feira, recebemos uma nova leva de e-mails da Ana.
Ela disse que está muito bem e que a companheira dela é muito querida e tem lhe ajudado bastante. Ela também disse que, às vezes, a saudade bate bastante, mas é geralmente quando ela não está ocupada com o trabalho.
Ela teve uma semana corrida. A área dela é de 10 bairros, longe, grandes e eu com muitas ladeiras!! Ela tem ensinado uma mulher muito especial e isso a tem deixado mais animada ainda. Essa moça que elas estão ensinado mora perto do final da área, então somente o ânimo e a disposição dessa pessoa pra ajudá-las caminhar até lá todos os dias! E ela tem 7 flhos... meninos. Viu, Nani?!
Tirando as ladeiras, tudo é ótimo. Os membros são maravilhosos e super prestativos e os almoços são MARAVILHOSOS!!! Quero só ver com quantos quilos ela volta. Ai ai! Ah, não posso esquecer que a Ana tá tendo um daqueles momentos "Dirce". Ela disse que precisa muito ajeitar a casa e que só de pensar que ela não consegue fazer nada naquela casa, ela sente um pavor.
Sem falar nas bolhas. Ouch! Foi uma semana corrida, mas não dá pra deixar a bola cair!
Lembre-se: ESCREVA PARA A QUERIDÍSSIMA SISTER DA ROSA!!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Day #30 - Votação
Bom, a votação terminou e, infelizmente, houve um empate. A dúvida era se a página em inglês viraria um novo blógue com todas as ferramentas e recursos que um blógue prove; OU se ela continuaria sendo uma página com seus recursos limitados e meio primitivos.
Eu gosto mais da opção do blógue. Limitações me irritam! Entretanto, pela falta de tempo (acho que deu pra notar), a página Eighteen Months Without Ana continuará sendo uma página. A blógue em inglês é um projeto para o final do ano. Ele irá se concretizar. Enquanto isso, continuo (com passos de tartaruga) a atualizar a página que vocês podem acessar clicando ali em cima!
Aproveitem, comentem, repassem e divirtam-se!
Eu gosto mais da opção do blógue. Limitações me irritam! Entretanto, pela falta de tempo (acho que deu pra notar), a página Eighteen Months Without Ana continuará sendo uma página. A blógue em inglês é um projeto para o final do ano. Ele irá se concretizar. Enquanto isso, continuo (com passos de tartaruga) a atualizar a página que vocês podem acessar clicando ali em cima!
Aproveitem, comentem, repassem e divirtam-se!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Day #29 - Silêncio No Feriado
Quarta, feriado de 07 de Setembro, fomos para Caxias. Nada de especial, só um churrasco em família na casa da vó já que ninguém estava trabalhando. Opa, isso é muito especial, sim. Retifico o que eu disse! Mesmo sendo feriado, acordei um pouco mais cedo para não ter perigo de atrasar e criar problemas (cof cof com o Lauro cof cof).
Nessas viagens, eu e a Ana sempre acordávamos uma a outra daquela maneira super sutil que ela tem, lembra? É, aquele coisa fofa de ficar pulando em cima de mim e cantando uma música irritante. Ela colocava uma música no computador enquanto nos arrumávamos. Algumas vezes, colocávamos a mesma roupa ou a mesma blusa só que de cores diferentes. Maldita Renner e seus preços formidáveis! Aí, era uma luta para ver quem teria que trocar de roupa:
Ana- Eu escolhi a roupa primeiro!
Claudia- Mas eu que me vesti primeiro!
A- A roupa é minha, Claudia Elise!
C- Sério? Não tô vendo teu nome nela!
A- MÃÃÃÃÃÃEEE!!!!
Sempre acabava com a Ana gritando pra mãe. Tipo quando ela me dava um soco e saía correndo gritanto por socorro, mas fica pra outro post. Enfim, acordei e me arrumei em silêncio. Escolhi a minha roupa em silêncio. Tomei café da manhã em silêncio. E fiquei pronta.... em silêncio! Como a Camila (prima), o Everton (marido da prima) e o Gui (ou Mô como o pai vive avacalhando) foram conosco, fomos com a topic.
O feriado foi divertido. É sempre bom demais ficar em família. O apartamento da vó não é muito grande e pra uma grande família (ou uma família grande) de italianos, ele se torna menor. Eram gritos da Bianca e do Felipe (primos mais novos), conversas entre os adultos, batelas batendo, acordes no violão pelo tio Ricardo, Everton, Fernando (primo), Felipe e Gui. Almoçamos, recebemos e respondemos e-mails da Ana, sobremas, lanche da tarde, janta.... UFA! E foi-se o dia.
Um dia muito bom, mas faltou algo!
Nessas viagens, eu e a Ana sempre acordávamos uma a outra daquela maneira super sutil que ela tem, lembra? É, aquele coisa fofa de ficar pulando em cima de mim e cantando uma música irritante. Ela colocava uma música no computador enquanto nos arrumávamos. Algumas vezes, colocávamos a mesma roupa ou a mesma blusa só que de cores diferentes. Maldita Renner e seus preços formidáveis! Aí, era uma luta para ver quem teria que trocar de roupa:
Ana- Eu escolhi a roupa primeiro!
Claudia- Mas eu que me vesti primeiro!
A- A roupa é minha, Claudia Elise!
C- Sério? Não tô vendo teu nome nela!
A- MÃÃÃÃÃÃEEE!!!!
Sempre acabava com a Ana gritando pra mãe. Tipo quando ela me dava um soco e saía correndo gritanto por socorro, mas fica pra outro post. Enfim, acordei e me arrumei em silêncio. Escolhi a minha roupa em silêncio. Tomei café da manhã em silêncio. E fiquei pronta.... em silêncio! Como a Camila (prima), o Everton (marido da prima) e o Gui (ou Mô como o pai vive avacalhando) foram conosco, fomos com a topic.
O feriado foi divertido. É sempre bom demais ficar em família. O apartamento da vó não é muito grande e pra uma grande família (ou uma família grande) de italianos, ele se torna menor. Eram gritos da Bianca e do Felipe (primos mais novos), conversas entre os adultos, batelas batendo, acordes no violão pelo tio Ricardo, Everton, Fernando (primo), Felipe e Gui. Almoçamos, recebemos e respondemos e-mails da Ana, sobremas, lanche da tarde, janta.... UFA! E foi-se o dia.
Um dia muito bom, mas faltou algo!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Day #28 - Velozes e Furiosos
Herbie: Meu Fusca Turbinado, Velozes e Furiosos (1,2,3,4 e 5), Fúria em Duas Rodas, Need For Speed, Carros.... são coisas com as quais a Ana nunca deveria ter tido contato. Sim, ela gosta de correr um pouquinho (e é agora que o pai e a mãe nunca mais vão deixá-la dirigir).
Ela já confessou pra mim que gostaria de ser pilota de corrida. Primeiro, eu fiquei desesperado, porque ela é super desastrada. Imagina dar uma máquina que chega a 200km/h na mão dessa guria! É uma arma. Entretanto, observando-a dirigir nesses anos, cheguei a uma conclusão: não é que ela dirige super bem!?
A Carol sofreu um acidente uma vez e o mais irônico: ela não estava correndo. Ela estava sozinha no carro, não teve nenhum ferimento grave e nem lembra como aquilo aconteceu. O pai estava viajando naquele dia, e a mãe e eu ficamos super apavoradas. Quando o pai chegou em casa, olha como ela começou a conversa: "Pai, eu te amo. Bati o carro!". Sem noção!
Claro que eu não vou compartilhar aqui os recordes pessoais da Ana (até porque não quero dar um ataque nso meus pais), mas se formos apontar o dedo para alguém, é culpa do pai e da Elaine. Culpa do pai, porque ele possui seus próprios recordes e da Elaine, porque ela também teve seus momentos de batidas. A gente brincava que eu só ia tirar a carteira quando fizesse 30 anos, porque o pai tava cansado de cubrir os prejuízos dos acidentes. Acho que tá no sangue. Mas não no meu #disfarça
Ela já confessou pra mim que gostaria de ser pilota de corrida. Primeiro, eu fiquei desesperado, porque ela é super desastrada. Imagina dar uma máquina que chega a 200km/h na mão dessa guria! É uma arma. Entretanto, observando-a dirigir nesses anos, cheguei a uma conclusão: não é que ela dirige super bem!?
A Carol sofreu um acidente uma vez e o mais irônico: ela não estava correndo. Ela estava sozinha no carro, não teve nenhum ferimento grave e nem lembra como aquilo aconteceu. O pai estava viajando naquele dia, e a mãe e eu ficamos super apavoradas. Quando o pai chegou em casa, olha como ela começou a conversa: "Pai, eu te amo. Bati o carro!". Sem noção!
Claro que eu não vou compartilhar aqui os recordes pessoais da Ana (até porque não quero dar um ataque nso meus pais), mas se formos apontar o dedo para alguém, é culpa do pai e da Elaine. Culpa do pai, porque ele possui seus próprios recordes e da Elaine, porque ela também teve seus momentos de batidas. A gente brincava que eu só ia tirar a carteira quando fizesse 30 anos, porque o pai tava cansado de cubrir os prejuízos dos acidentes. Acho que tá no sangue. Mas não no meu #disfarça
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Day #27 - Músicas
Antes da Ana ir pra missão, fiz um acordo com ela. Eu disse que todos os meses, enviaria alguma música pra ela. A intenção era que as músicas contivessem alguma data. Por exemplo, quando fechar 17 meses (ou seja, faltar um mês para a Ana voltar pra casa), a música do mês será Quanto Tempo Demora Um Mês.
A primeira música foi Keep Holding On da Avril Lavigne (traduçao aqui). É uma música lindíssima que fala sobre não estarmos sozinhos e termos alguém que sempre estará ao nosso lado seja qual for a situação e as circunstâncias. E é bem isso que eu sinto.
Mesmo sabendo que ela está longe, eu sei que, de uma maneira que eu não consigo explicar, eu sempre vou estar aqui ajudando-a e ela não está sozinha. Nos momentos de tristeza ou desânimo, ela pode lembrar das coisas loucas que fizemos e de como ela sempre esteve ao meu lado e eu estive ao lado dela e isso pode lhe dar forças. Não só lembranças de mim, mas de todos os nossos familiares e amigos dela também.
E é isso que a música fala. LEMBRAR! Lembrar que apesar dos males, não estamos sozinhos. Sempre há alguém ao nosso lado, seja perto ou longe!
A primeira música foi Keep Holding On da Avril Lavigne (traduçao aqui). É uma música lindíssima que fala sobre não estarmos sozinhos e termos alguém que sempre estará ao nosso lado seja qual for a situação e as circunstâncias. E é bem isso que eu sinto.
Mesmo sabendo que ela está longe, eu sei que, de uma maneira que eu não consigo explicar, eu sempre vou estar aqui ajudando-a e ela não está sozinha. Nos momentos de tristeza ou desânimo, ela pode lembrar das coisas loucas que fizemos e de como ela sempre esteve ao meu lado e eu estive ao lado dela e isso pode lhe dar forças. Não só lembranças de mim, mas de todos os nossos familiares e amigos dela também.
E é isso que a música fala. LEMBRAR! Lembrar que apesar dos males, não estamos sozinhos. Sempre há alguém ao nosso lado, seja perto ou longe!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Day #26 - Sustos
CUIDADO! ESSE POST CONTÉM DICAS DE TRAQUINAGEM!
A Ana sempre odiou levar sustos. Bah, ela não gostava meeeeeesmo. Perdi a conta de quantos sustos eu já dei nela e ela ficou sem falar comigo por algumas horas. Nunca passava mais do que isso, porque eu, com meu charme irresistível, logo a fazia rir =)
Sempre fui muito arteira e um dos meus passatempos preferidos quando mais nova era descobrir novas maneiras de assustar a Carol. Quando morávamos num outro apartamento, a janela do nosso banheiro dava pra lanvanderia. Eu esperava ela entrar no banho, pegava uma cadeira ou um banquinho, abri a janela bem devagar (bem na manha mesmo) e ficava esperarando ela virar pro lado HAHAHAHAHA Nossa, só de lembrar dos gritos que ela dava, eu morro de rir.
Outro truque bom era esperar na frente da porta do quarto ou do banheiro e esperar ela sair. Quando ela abri a porta, eu fazia que ia atacar ela e grita "RÁ!" e ela gritava "AAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!! EU VOU TE MATAR, GURIA MALDITA!" e essa era a deixa para eu sair correndo.
Quando o Davi (nosso primo), morava conosco, ele também gostava de dar sustos nos outros. O mais divertido de tudo é que ele sempre queria dar sustos em MIM, mas a ANA sempre que caia nas armadilhas dele. Um noite, chegamos da faculdade super tarde e as luzes estavam todas apagadas. Achamos bem estranho, mas imaginamos que o Davi já devia estar dormindo. Eu sempre subia as escadas e ia pro meu quarto antes da Carol, porque ela sempre acionava o alarme. Naquela noite, eu decidi ficar pra trás, porque ela estava bem cansada. Quando eu estava na sala indo pro quarto, vi um monstro sair do quarto da Carol bem na hora que ela ia entrar no quarto dela.
Nossa mãe, aquela guria ficou irada e, no reflexo (ou na raiva), deu um tapão no "monstro". Só deu tempo pro Davi tentar desviar e acabou pegando nas costas dele. Ficou a marca da mão da Ana nas costas dele. Depois, nós três ríamos muito do que aconteceu, mas olha o que o guri fez. Ele tinha um casaco com uma gola bem alta. Ele colocou aquele casaco, fechou o zíper e colocou a cabeça mais pra baixo: parecia que ele não tinha cabeça! Esse é pior que eu.
Engraçado que ela não dava susto em mim. Tô começando a achar que eu sou uma péssima irmã. Pelo menos, eu tenho mais 17 meses para tentar abandonar esse hábito.... ou eu posso ir treinando na Nani quando ela está aqui para não perder a manhã quando a Ana voltar =P
domingo, 4 de setembro de 2011
Day #25 - As Três Mosqueteiras
A história dos Três Mosqueteiros é um romance escrito por um francês chamado Alexandre Dumas, pai. Os Três Mosqueteiros - Athos, Porthos e Aramis - faziam parte da companhia dos mosqueteiros do rei. Athos, Porthos e Aramis eram amigos inseparáveis e tinham um lema: "Um por todos e todos por um".
Eles eram companheiros para todas as horas e de muito bom humor. Não consigo imaginar Porthos sem Athos ou Aramis. Ou só Aramis! E é assim comigo, não consigo me imaginar sem minhas Porthos e Athos. Eu só conheço a vida de ser a mais nova de três irmãs. A Elaine foi a primeira, então teve seu momento de glória por quatro anos. A Ana então já dividia as coisas com a Nani e depois elas tiveram que dividir tudo comigo. Pra mim, isso sempre foi normal.
Sempre foi normal ter alguém pra brigar. Sempre for normal ter alguém para provocar. Sempre foi normal ter alguém em cima da qual eu podia me estirar nas longas viagens para Joinville. Sempre foi normal ter alguém com quem eu pudesse contar, mesmo que fosse para fazer uma pegadinha na outra irmã. Sempre foi normal ter alguém em quem eu podia dar sustos. Sempre foi normal eu me sentir inteira!
Agora, sou, mais ou menos, um terço de mim! Uma Aramis sem duas duas outras mosqueteiras!
Eles eram companheiros para todas as horas e de muito bom humor. Não consigo imaginar Porthos sem Athos ou Aramis. Ou só Aramis! E é assim comigo, não consigo me imaginar sem minhas Porthos e Athos. Eu só conheço a vida de ser a mais nova de três irmãs. A Elaine foi a primeira, então teve seu momento de glória por quatro anos. A Ana então já dividia as coisas com a Nani e depois elas tiveram que dividir tudo comigo. Pra mim, isso sempre foi normal.
Sempre foi normal ter alguém pra brigar. Sempre for normal ter alguém para provocar. Sempre foi normal ter alguém em cima da qual eu podia me estirar nas longas viagens para Joinville. Sempre foi normal ter alguém com quem eu pudesse contar, mesmo que fosse para fazer uma pegadinha na outra irmã. Sempre foi normal ter alguém em quem eu podia dar sustos. Sempre foi normal eu me sentir inteira!
Agora, sou, mais ou menos, um terço de mim! Uma Aramis sem duas duas outras mosqueteiras!
sábado, 3 de setembro de 2011
Day #24 - A Ana
Tenho falado muito da Ana pros que conheciam ela, mas e os que não chegaram a conhecê-la? Ou pelo menos, não conheceram tão bem quanto gostariam? Esse post é todinho dedicado para ela.
Pra quem não chegou a conhecê-la, a Ana é um doce. Ela é meiga, ela é engraçada, ela é querida, ela é uma grande amiga. Mas se você tirá-la do sério, meu amigo, foi bom te conhecer, mas nessa briga, eu não entro. Tirando isso, ela é ótima.
Ela tem um jeito que não dá pra descrever. Ela é bem doida e acha graça nas coisas que ninguém mais acha (principalmente no cinema). Ela é disastrada e distraída e constantemente diz ou faz algo que vai para o nosso livro "Coisas Engraçadas Que A Ana Já Fez e Irá Fazer". Mentira, nós não temos um livro desses, mas acredite, temos conteúdo suficiente para uma trilogia.
Ela odeia que nós lembremos das coisas engraçadas que ela já fez ou disse (por isso que nós não compilamos o livro). Ela pode ser bem estressada também, mas é só por causa da TPM. Ela odeia que eu diga que ela tá na TPM, principalmente quando ela tá na TPM. Ela odeia levar sustos, ainda mais quando o Davi dava susto nela. Deixo essa história para outro post.
Ela ama música, programas do Disney Channel (sim, você leu corretamente) ou músicas dos atores do Disney Channel. Ela é um pouco desorganizada, mas organizada com a bagunça dela, algo que a mãe nunca vai entender. Ela tem bastante roupa e odeia quando eu pego alguma sem pedir *cof cof egoísta cof cof*. Ela ama ir ao cinema, alugar filmes ou deixar o Jaime e o Baby (da locadora) doidos, porque a Ana sempre atrasada as entregas. Depois de um tempo, eles já davam uma semana de tolerância, do contrário a Carol ia a falência com as multas.
Ela ama ler. Ama meeeesmo. Ela tem, acho eu, três ou quatro estantes de livros. Claro que os livros da faculdade não contam, mas ela compra muito livro. Quando ela ia pro Canadá, ela sempre voltava com uns três na mala porque "eles foram uma pechinca. Só US$8,00". Era algo assim que ela dizia. O pai e a mãe só balançavam a cabeça.
Quando ela fica irritada ou braba, ela faz beicinho, mas bem pouquinho. Ela não gostava de ser perturbada quando estava ocupada, concentrada ou tinha várias coisas pra fazer. Adivinha quando eu ia falar com ela? Nossa, ela ficava doida. Ela odiava quando eu começava a inventar uma letra nova pra uma música que nós conhecíamos também. Bom mesmo era quando ela estava ocupada, concentrada ou tinha várias coisas pra fazer e eu começava a inventar uma letra nova pra uma música que nós conhecíamos.
Confesso que eu tirava ela do sério mais do que eu devia, mas eu sou a irmã mais nova. É mais forte que eu!
Pra quem não chegou a conhecê-la, a Ana é um doce. Ela é meiga, ela é engraçada, ela é querida, ela é uma grande amiga. Mas se você tirá-la do sério, meu amigo, foi bom te conhecer, mas nessa briga, eu não entro. Tirando isso, ela é ótima.
Ela tem um jeito que não dá pra descrever. Ela é bem doida e acha graça nas coisas que ninguém mais acha (principalmente no cinema). Ela é disastrada e distraída e constantemente diz ou faz algo que vai para o nosso livro "Coisas Engraçadas Que A Ana Já Fez e Irá Fazer". Mentira, nós não temos um livro desses, mas acredite, temos conteúdo suficiente para uma trilogia.
Ela odeia que nós lembremos das coisas engraçadas que ela já fez ou disse (por isso que nós não compilamos o livro). Ela pode ser bem estressada também, mas é só por causa da TPM. Ela odeia que eu diga que ela tá na TPM, principalmente quando ela tá na TPM. Ela odeia levar sustos, ainda mais quando o Davi dava susto nela. Deixo essa história para outro post.
Ela ama música, programas do Disney Channel (sim, você leu corretamente) ou músicas dos atores do Disney Channel. Ela é um pouco desorganizada, mas organizada com a bagunça dela, algo que a mãe nunca vai entender. Ela tem bastante roupa e odeia quando eu pego alguma sem pedir *cof cof egoísta cof cof*. Ela ama ir ao cinema, alugar filmes ou deixar o Jaime e o Baby (da locadora) doidos, porque a Ana sempre atrasada as entregas. Depois de um tempo, eles já davam uma semana de tolerância, do contrário a Carol ia a falência com as multas.
Ela ama ler. Ama meeeesmo. Ela tem, acho eu, três ou quatro estantes de livros. Claro que os livros da faculdade não contam, mas ela compra muito livro. Quando ela ia pro Canadá, ela sempre voltava com uns três na mala porque "eles foram uma pechinca. Só US$8,00". Era algo assim que ela dizia. O pai e a mãe só balançavam a cabeça.
Quando ela fica irritada ou braba, ela faz beicinho, mas bem pouquinho. Ela não gostava de ser perturbada quando estava ocupada, concentrada ou tinha várias coisas pra fazer. Adivinha quando eu ia falar com ela? Nossa, ela ficava doida. Ela odiava quando eu começava a inventar uma letra nova pra uma música que nós conhecíamos também. Bom mesmo era quando ela estava ocupada, concentrada ou tinha várias coisas pra fazer e eu começava a inventar uma letra nova pra uma música que nós conhecíamos.
Confesso que eu tirava ela do sério mais do que eu devia, mas eu sou a irmã mais nova. É mais forte que eu!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Day #23 - As Divas
Uma memória muito vívida da Ana, algo que nós sempre faziamos (mesmo com o rádio do carro estragado), era colocar uma música beeeeem alta e cantar até nossos pulmões saírem pela boca. Não tô dizendo que nós cantávamos bem, cantávamos bem alto. Se nós não conhecíamos a letra da música direito, nós cantávamos "LA LA LA tchuri tchuri tunts pá LA LA LA".Era engraçado quando nós íamos para a John Deere juntas. De vez em quando, abríamos as janelas e colocávamos o som super alto e íamos cantando, dançando, fazendo coreografia. Sim, tudo isso enquanto ela dirigia. Tudo com muita segurança é claro. Era mais ou menos assim: cabeça pra direita, cabeça pra esquerda, cabeça pra direita, cabeça pra esquerda. Faz um V com as mãos, aponta pra esquerda e passa da esquerda pra direita em frente aos olhos. Não pode esquercer do olhar 43. Proto, agora você pode fazer também! Às vezes, quando ela estava braba comigo, ela não queria cantar nem dançar. Então, eu fazia umas coreografias de dedo no painel na frente dela. Ela não aguentava e morria de rir.
Houve um época negra em nossa vida na qual o rádio do gol (o carro que divídiamos e que agora e todo meu *MUA HA HA*) estava estragado. Quer dizer, primeiro os alto-falantes estavam ruins e tínhamos que ouvir no volume 10, porque mais alto que isso ele começava a falhar. Era tortura. Quem nesse mundo consegue andar de carro sem sentir a direção tremer por causa do volume? Não era nós, sem dúvida. Acho que é por isso que nós somos meio surdinhas.
Enfim, depois de ter que ouvir o rádio baixinho, o rádio pifou de vez. Aí, não tinha nada. Bom, tivemos que recorrer para o último recurso que nos havia sobrado: CELULARES! Claro que não era a mesma coisa, mas era melhor que nada. Com os celulares, nossa época de DIVAS teve um retorno triunfal.
Uma das músicas que nós mais gostávamos de cantar e dançar era " PoP! Goes My Heart " do filme "Letra e Música". Como toda boa tradição ou costume deve ter continuidade, eu sigo cantando, dançando e parecendo uma doida sozinha no carro. Tudo bem, não devo nada pra ninguém =P
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Day #22 - Tradições
Toda família tem suas tradições. Churrascos no final de semana, pique-niques nos sábados à tarde, viagens de inverno para a praia, amigo secreto no Natal, puxões de orelha conforme a idade do aniversáriante, e assim vai. Uma das nossas tradições de inverno era ser acordada pela mãe num sábado de manhã com um xícara de chocolate quente e chantily!!!!
Eu, que não sou uma amante de frio, esperava ansiosamente pelo inverno só para que eu pudesse me deliciar com aquela bebida super calórica #disfarça
E não era só eu. A Ana e a Elaine sempre adoravam também. A mãe ia de quarto em quarto, nos acordava com um beijo e nos surpreendia com aquela xícara. Gente, que olha que neni essa mulher! Às vezes, ela nos acordava com um beijo só para acharmos que era o Dia do Chocolate Quente. Assim, era sempre surpresa porque nunca sabíamos quando ela estava só nos sacaneando ou se era o dia tão esperado mesmo.
Outra "tradição" era ser acordada pela Ana enquanto ela berrava alguma música extremamente irritante e super desafinado. Eu queria matar ela. Eu me cobria com a coberta e fingia que não era comigo enquanto ela ficava pulando em cima de mim na cama hahaha As músicas variavam de vez em quando, mas geralmente era uma de acampamento que diz assim: "Bom dia, bom dia / Nesse nosso acampamento / Quer com chuva, sol ou vento / vou participar". Sempre o mesmo pedaço UMA VEZ APÓS A OUTRA!!
Ah, era bom demais!!
Eu, que não sou uma amante de frio, esperava ansiosamente pelo inverno só para que eu pudesse me deliciar com aquela bebida super calórica #disfarça
E não era só eu. A Ana e a Elaine sempre adoravam também. A mãe ia de quarto em quarto, nos acordava com um beijo e nos surpreendia com aquela xícara. Gente, que olha que neni essa mulher! Às vezes, ela nos acordava com um beijo só para acharmos que era o Dia do Chocolate Quente. Assim, era sempre surpresa porque nunca sabíamos quando ela estava só nos sacaneando ou se era o dia tão esperado mesmo.
Outra "tradição" era ser acordada pela Ana enquanto ela berrava alguma música extremamente irritante e super desafinado. Eu queria matar ela. Eu me cobria com a coberta e fingia que não era comigo enquanto ela ficava pulando em cima de mim na cama hahaha As músicas variavam de vez em quando, mas geralmente era uma de acampamento que diz assim: "Bom dia, bom dia / Nesse nosso acampamento / Quer com chuva, sol ou vento / vou participar". Sempre o mesmo pedaço UMA VEZ APÓS A OUTRA!!
Ah, era bom demais!!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Day #21 - Belo Horizonte
EXTRA! EXTRA! A ANA JÁ ESTÁ EM BH!!!!
Bom, agora é ainda mais oficial. A Sister da Rosa já conheceu os as lombas de BH e a força e o calor do sol. Segundo ela, o pessoal de lá diz que uma lomba só é uma lomba se você tiver que usar suas mãos para subir hahaha Ela também disse que provavelmente vai estar super vermelha hoje. Isso que a vó deu pra ela um mega tubo de protetor solar, fator 50.
Ela disse que os élderes e as sisters do distrito são pessoas maravilhosas e que eles são como família já. A cada email ela parece mais feliz e animada com o trabalho que ela escolheu fazer. Dá pra sentir que essas últimas três semanas já mudaram a nossa Ana. O que é maravilhoso. É bom demais ver essa transformação pela qual ela está passando.
Ela disse que a companheira dela, Sister Dunlop, lembra a Ana de mim no jeito dela ser. Ain, que bom. Assim eu sei que alguém, tão doida quanto eu, está cuidando bem dela ;)
Agora, o endereço para mandar cartas é o da casa da missão enquanto nós não temos o endereço da casa onde ela está morando. Não lembra o endereço? Clique aqui.
A Sister da Rosa manda muitos beijos para todos e agradece os e-mails e cartas, mas pede desculpas caso não consiga responder todos. Emails ela só pode responder o de nós aqui de casa e os da nossa avó. Carta é liberado, então mandem cartas também!
Bom, agora é ainda mais oficial. A Sister da Rosa já conheceu os as lombas de BH e a força e o calor do sol. Segundo ela, o pessoal de lá diz que uma lomba só é uma lomba se você tiver que usar suas mãos para subir hahaha Ela também disse que provavelmente vai estar super vermelha hoje. Isso que a vó deu pra ela um mega tubo de protetor solar, fator 50.
Ela disse que os élderes e as sisters do distrito são pessoas maravilhosas e que eles são como família já. A cada email ela parece mais feliz e animada com o trabalho que ela escolheu fazer. Dá pra sentir que essas últimas três semanas já mudaram a nossa Ana. O que é maravilhoso. É bom demais ver essa transformação pela qual ela está passando.
Ela disse que a companheira dela, Sister Dunlop, lembra a Ana de mim no jeito dela ser. Ain, que bom. Assim eu sei que alguém, tão doida quanto eu, está cuidando bem dela ;)
Agora, o endereço para mandar cartas é o da casa da missão enquanto nós não temos o endereço da casa onde ela está morando. Não lembra o endereço? Clique aqui.
A Sister da Rosa manda muitos beijos para todos e agradece os e-mails e cartas, mas pede desculpas caso não consiga responder todos. Emails ela só pode responder o de nós aqui de casa e os da nossa avó. Carta é liberado, então mandem cartas também!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Day #20 - Um Substituto
Sempre quis um cachorrinho, mas como sempre moramos em apartamentos, era inviável. O mais próximo que eu chegamos de ter um cachorro foi quando tivemos um hamster. Acho que o pai e a mãe nunca tinham muita paciência para deixar a gente ter um animalzinho de estimação também. Para evitar o estresse, era melhor nem comprar o pobre do bichinho. Sem falar que a tia Rosa (irmã do meu pai) nunca nos visitaria já que ela tem muito medo.
Sexta passada, na minha aula de francês, estávamos falando sobre as chiennes das minhas alunas e elas, super animadas, contaram várias coisas que as amigas caninas já fizeram, os cuidados que elas precisam e como elas (as cadelas) se portam como "gente humana". Foi aí que eu fiz uma confissão: tenho considerado a hipótese de comprar um cachorrinho. E não é pra me livrar da tia Rosa, não!!
Tenho me sentindo tão sozinha ultimamente e apesar de ter o pai e a mãe por perto, o Gui, meus amigos, faculdade e trabalho, eu ainda me sinto meio perdida no meio de tudo isso, como se eu não me encaixasse mais no mundo. Falta alguém pra me dar boa noite, pra me ligar de cinco em cinco minutos pedindo alguma coisa, pra me abraçar quando estou triste e não falar nada. Até brinquei com o Gui que eu quero alguém que brinque comigo, durma comigo e me estresse igual a Ana fazia, e um cachorrinho faria tudo isso. Tá certo que ele não conseguiria me ligar de cinco em cinco minutos, mas eu tenho certeza que eu conseguiria dar um jeito nisso =)
Claro que eu não falei tudo isso pras minhas alunas, até porque a gente não tem tanto tempo de aula assim, mas elas ficaram super empolgadas, deram apoio, dicas de raças que não são muito carentes e fáceis de cuidar, livros de adestramento, dicas de salão pro pet. Nossa, foi uma chuva de informação.
O que vocês acham, um animal de estimação pode servir de substituto por um tempo?
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Day #19 - Desculpas
Se eu fosse você, parava de ler aqui!
Eu temia que esse dia chegasse: o dia em que eu não soubesse sobre o que escrever. Depois da minha aula, fiquei pensando se eu escrevia no blog ou eu fazia o meu trabalho de amanhã. Tudo o que via na minha frente era uma página em branco, chamando-me de inadequada.
Li os textos que eu precisava, fiz meus resumos, respondi as questões do professor e..... NADA! Ouvi umas músicas, vi um pouco de TV, reli umas mensagens e..... NADA!
Confesso que não consigo escrever sem inspiração. Escrever sem sentimento não é para mim e forçar sentimento, muito menos. Peço desculpas, mas fico devendo!
domingo, 28 de agosto de 2011
Day #18 - O Outro Lado do Céu
Há um filme lindíssimo chamado "O Outro Lado do Céu". O filme é baseado numa história real dos anos 50. John Groberg, um jovem norte-americano, vai para o Reino de Tonga, na Polinésia, para servir uma missão de tempo integral.
Antes de ir para Tonga, John leva sua namorada para um balanço perto de um lago. Ele, então, diz pra ela que a lua que estiver brilhando sobre a cabeça dela, será a mesma que estará brilhando sobre a cabeça dele. Enquanto ele serve sua missão, sua namorada continua sua vida, escrevendo-lhe cartas e esperando pelo dia que ele retorne. Essa parte é romântica e tudo mais, mas o mais interessante são as experiências vividas durante sua missão.
Lá, ele vivencia alegrias e tristezas, perdas e conquistas durante três anos. Ele passa por maus bocados. Vivia sendo picado pelos mosquitos, não sabia falar a língua do povo da ilha na qual morava, muitos não queriam ouvir o que ele tinha pra dizer, teve a sola de seus pés roídas por ratos, perdeu um grande amigo tonganês e quase morreu de fome e sede durante o tempo no qual não podiam produzir e conseguir alimentos devido a uma tempestade que devastou a ilha.
Ele teve muitas alegrias também. Após muito estudo, jejum e oração, aprendeu o idioma, fez muitos amigos, ajudou a curar uma criança, ganhou a confiança de todos da ilha, inclusive de um pastor de outra religião; ajudou muitas pessoas a mudarem de vida, ajudou a construir escolas para o povo das ilhas vizinhas, ensinou muitas pessoas, mas em especial, uma moça sobre o amor verdadeiro, o amor que não acaba nessa vida. Entre muitas outras coisas.
Para alguns, pensar que aquele rapaz passou por todas essas coisas por causa de uma crença religiosa, por causa da fé, por algo que muitos podem achar irracional, é loucura. Para mim, é comovente que, contra todas as expectativas, aquele jovem tenha se sacrificado tanto em prol de outras pessoas que ele nem conhecia por uma causa que eu sei ser verdadeira. Causa, essa, que a minha irmã sabe ser verdadeira!
Sei que a Carol vai passar por muitas situações que a deixarão preocupada, triste, desanimada, decepcionada, mas que, após a tempestade, vem a calmaria; depois da prova da fé, vêm as bênçãos!
Antes de ir para Tonga, John leva sua namorada para um balanço perto de um lago. Ele, então, diz pra ela que a lua que estiver brilhando sobre a cabeça dela, será a mesma que estará brilhando sobre a cabeça dele. Enquanto ele serve sua missão, sua namorada continua sua vida, escrevendo-lhe cartas e esperando pelo dia que ele retorne. Essa parte é romântica e tudo mais, mas o mais interessante são as experiências vividas durante sua missão.
Lá, ele vivencia alegrias e tristezas, perdas e conquistas durante três anos. Ele passa por maus bocados. Vivia sendo picado pelos mosquitos, não sabia falar a língua do povo da ilha na qual morava, muitos não queriam ouvir o que ele tinha pra dizer, teve a sola de seus pés roídas por ratos, perdeu um grande amigo tonganês e quase morreu de fome e sede durante o tempo no qual não podiam produzir e conseguir alimentos devido a uma tempestade que devastou a ilha.
Ele teve muitas alegrias também. Após muito estudo, jejum e oração, aprendeu o idioma, fez muitos amigos, ajudou a curar uma criança, ganhou a confiança de todos da ilha, inclusive de um pastor de outra religião; ajudou muitas pessoas a mudarem de vida, ajudou a construir escolas para o povo das ilhas vizinhas, ensinou muitas pessoas, mas em especial, uma moça sobre o amor verdadeiro, o amor que não acaba nessa vida. Entre muitas outras coisas.
Para alguns, pensar que aquele rapaz passou por todas essas coisas por causa de uma crença religiosa, por causa da fé, por algo que muitos podem achar irracional, é loucura. Para mim, é comovente que, contra todas as expectativas, aquele jovem tenha se sacrificado tanto em prol de outras pessoas que ele nem conhecia por uma causa que eu sei ser verdadeira. Causa, essa, que a minha irmã sabe ser verdadeira!
Sei que a Carol vai passar por muitas situações que a deixarão preocupada, triste, desanimada, decepcionada, mas que, após a tempestade, vem a calmaria; depois da prova da fé, vêm as bênçãos!
sábado, 27 de agosto de 2011
Day #17 - Protetora dos Fracos e Oprimidos
Se tem uma brincadeira na qual eu sempre ganhava da Ana era "Lutinha". Eu podia estar doente, com algum osso quebrado, sonolenta ou com a Nani e a Ana em cima de mim, mas o resultado era sempre o mesmo: eu era a vencedora.
A Ana sempre foi super inofensiva e meio bobinha pra essas coisas. Nós fizemos Muay Thai durante um tempo. Eu fazia pelo exercício, mas principalmente pelos golpes. A Ana fazia só pelo exercício mesmo, pois eu sempre fui a campeã das nossas lutas.
O engraçado é que essa minha "invencibilidade" me acompanha desde que éramos pequenas. Quando estudávamos na mesma escola, a Elaine, por ser a mais velha, protegia a Ana quando os colegas dela faziam alguma coisa. Depois que a Elaine saiu daquela escola, só sobrou eu.
Um dia, a Ana estava chorando, pois os seus colegas tinham tentado empurrá-la pro banheiro masculino. Coisa de guri idiota. Enfim, fiquei muito braba e fui bater nos colegas dela. Detalhe: eu era TRÊS anos mais nova. Virei a nova guarda-costas da Ana até que ela terminasse a quinta série. Não. Espera um pouco! Até que ela terminasse o ensino médio. Huuummmm, pensando bem, enquanto ela estava na faculdade, eu ainda tinha que cuidar dela.
Até enquanto ela está na missão, sou responsável por ela. Mando piadinhas para alegrá-la, mantenho-a atualizada com o blog, mando escrituras semanais e tenho orado muito para que ela fique bem. Acho que essa minha função de defensora dos fracos e oprimidos não termina tão cedo!!
A Ana sempre foi super inofensiva e meio bobinha pra essas coisas. Nós fizemos Muay Thai durante um tempo. Eu fazia pelo exercício, mas principalmente pelos golpes. A Ana fazia só pelo exercício mesmo, pois eu sempre fui a campeã das nossas lutas.
O engraçado é que essa minha "invencibilidade" me acompanha desde que éramos pequenas. Quando estudávamos na mesma escola, a Elaine, por ser a mais velha, protegia a Ana quando os colegas dela faziam alguma coisa. Depois que a Elaine saiu daquela escola, só sobrou eu.
Um dia, a Ana estava chorando, pois os seus colegas tinham tentado empurrá-la pro banheiro masculino. Coisa de guri idiota. Enfim, fiquei muito braba e fui bater nos colegas dela. Detalhe: eu era TRÊS anos mais nova. Virei a nova guarda-costas da Ana até que ela terminasse a quinta série. Não. Espera um pouco! Até que ela terminasse o ensino médio. Huuummmm, pensando bem, enquanto ela estava na faculdade, eu ainda tinha que cuidar dela.
Até enquanto ela está na missão, sou responsável por ela. Mando piadinhas para alegrá-la, mantenho-a atualizada com o blog, mando escrituras semanais e tenho orado muito para que ela fique bem. Acho que essa minha função de defensora dos fracos e oprimidos não termina tão cedo!!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Dia #16 - 3 Minutos de Bandidagem
Passado: todos temos um. Uns mais trágicos ou emocionantes, outros mais engraçados ou aventureiro e alguns carregam um pouco de tudo. Posso dizer que, vivendo com a Ana, eu me encaixo na última categoria. Por quê? Vamos dizer que a Ana assistia Velozes & Furiosos mais vezes do que eu gostaria que ela tivesse visto, mas isso é assunto pra outro post.
Ela vai me matar quando eu imprimir esse post e mandar pra ela, mas é por uma boa causa: A ANA É UMA LADRA! Pronto, falei! Vocês não acreditam, né? Eu sei que é difícil acreditar nisso, uma menina tão querida, tão simpática, mas é uma loba na pele de cordeiro. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco, mas eis o que aconteceu.
Há alguns (muitos) meses, o Mc Donald's estava com uma promoção que dizia "Seu lanche em 60 segundos ou você ganha um Big Mac". Ou seja, se demorasse mais do que 60 segundos, você ganhava um "Vale Big Mac". Lá fomos nós, pelo drive-through, sem saber da promoção, e fizemos nosso pedido. Aí, olhamos a plaquinha que informava da tal promoção. O relógio fazia a contagem regressiva. Acho que nunca desejamos tanto que o lanche demorasse.
No final dos 60 segundos, o pedido não estava pronto, então o menino entregou um "Vale Big Mac" e foi ver o que estava faltando. Assim que a Carol guardou aquele vale, outro rapaz veio com o nosso pedido. Quando ele viu o relóginho que marcava o tempo, ele pegou outro "Vale" e estendeu pra Ana. Ela ficou olhando pro papelzinho e eu acho que ela ficou pensando em de todas as vezes que aquela loja do Mc errou o pedido, esqueceu de colocar os lanches na sacolinha ou simplesmente não havia NADA de bebidas para oferecer. Ela agradeceu ao pegar o papel e se mandou!
Tá, talvez não tenha sido tão ruim quanto vocês esperavam, mas que a gente riu muito até em casa, a gente riu!!!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Day #15 - Um Medo
Trilha sonora
Que amamos filmes, já não é mais segredo. Seriados estão inclusos. Uma consequência de se assistir filmes/seriados são as músicas. Desde pequenas, acostumadas a ouvir Antena 1 com o pai, sempre fomos fãns de músicas, antigas ou atuais. Não é novidade, portanto, ver algum de nós cantar músicas do Men At Work, Duran Duran, Barry White, ABBA, Alphaville, Fleetwood Mac. Talvez, não saibamos quem são os cantores ou banda, mas é só ouvir a música para começarmos a cantar, cantarolar, bater o pé no ritmo ou baixar o espírito I-Will-Survive e dançar!
Em um capítulo do seriado norte-americano, gLee, as músicas de um álbum do Fleetwood Mac são cantadas. Entre elas, as minhas preferidas são Never Going Back Again e Landslide (que eu já conhecia de uma versão das Dixie Chicks). Uma parte de Landslide tem martelado minha cabeça nessas últimas duas semanas. Acho que pelo fato de muitas vezes, a contra gosto, encontrar-me só. Ela diz o seguinte:
"Eu tive medo de mudar porque eu construí minha vida em torno de você"E é bem isso. Eu sou apegada às pessoas. Minha vida gira ao redor daqueles que amo, principalmente dos meus familiares. Sempre fomos muito unidos e é impossível imaginar uma vida da qual eles não façam parte. Nunca perdi ninguém muito próximo da minha família e eu não sei lidar com isso. Quando a Elaine foi pra São Paulo, eu tinha a Ana pra me dar apoio e pra dividir a cama comigo quando eu ficava meio solitária. Quem é que me tranquiliza agora?
Por mais que eu me ache crescida e (parcialmente) independente, tenho medo de fazer mudanças, porque eu não posso controlar as consequências ou voltar no tempo. Não saber o que vai acontecer é, às vezes, frustrante. Essa mudança de ter duas irmãs a nenhuma não foi escolha minha, mas me foi imposta e é algo que me dá medo. Perder quem eu amo ou ficar longe de quem eu amo é assustador.
É nessas horas que eu vejo que não sou nenhum pouco crescida ou independente e por mais difícil que seja admitir isso, tenho sentido muito medo e muita solidão nessa última semana. Parte de mim está muito feliz por receber notícias tão alegres da Carol, mas a outra parte tem pena da parte de mim que estado triste.
*suspiro*
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Day #14 - Novidades do Blog
Eu sei que vocês esperavam uma história nova e comovente ou qualquer coisa embaraçosa da Ana que os fizesse rir, mas hoje eu não lhes venho trazer isso. Nos posts futuros, sem dúvida =)
O que eu gostaria de anunciar é uma nova característica ou adição do blog: UMA PÁGINA EM INGLÊS! A Dirce (nossa mãe) me deu um bom conselho de manter uma página em inglês para que nossos amigos que não falam português, parentes das futuras companheiras americanas da Sister da Rosa ou membros da igreja pelo mundo afora pudessem acompanhar ou até se inspirar com as situações aqui compartilhadas. Essa é uma boa pedida pra você que busca se aperfeiçoar ou praticar o inglês que anda meio parado.
Com o tempo, continuarei traduzindo os posts e colocando lá no Eighteen Months Without Ana com a ajuda da inteligentíssima Elaine que faz traduções de inglês, italiano e francês. Você não acredita? Olha o site dela aqui.
Agora resta uma dúvida. Como é apenas uma página, ou seja, os posts não funcionam como a página principal do blog (pelo menos, eu não tenho o conhecimento para editar essas coisas de internet), você prefere que continue como apenas uma página ou que eu transforme esse nova ideia em um novo blog?
As votações podem ser feitas na enquete ao lado. A enquete estará aberta até dia 07 de Setembro de 2011 às 23:59. Sim, você pode votar quantas vezes quiser e pode pedir que outros votem também. Muito obrigada pela sua participação, incentivo e apoio.
Fiquem ligados para saber o resultado!
O que eu gostaria de anunciar é uma nova característica ou adição do blog: UMA PÁGINA EM INGLÊS! A Dirce (nossa mãe) me deu um bom conselho de manter uma página em inglês para que nossos amigos que não falam português, parentes das futuras companheiras americanas da Sister da Rosa ou membros da igreja pelo mundo afora pudessem acompanhar ou até se inspirar com as situações aqui compartilhadas. Essa é uma boa pedida pra você que busca se aperfeiçoar ou praticar o inglês que anda meio parado.
Com o tempo, continuarei traduzindo os posts e colocando lá no Eighteen Months Without Ana com a ajuda da inteligentíssima Elaine que faz traduções de inglês, italiano e francês. Você não acredita? Olha o site dela aqui.
Agora resta uma dúvida. Como é apenas uma página, ou seja, os posts não funcionam como a página principal do blog (pelo menos, eu não tenho o conhecimento para editar essas coisas de internet), você prefere que continue como apenas uma página ou que eu transforme esse nova ideia em um novo blog?
As votações podem ser feitas na enquete ao lado. A enquete estará aberta até dia 07 de Setembro de 2011 às 23:59. Sim, você pode votar quantas vezes quiser e pode pedir que outros votem também. Muito obrigada pela sua participação, incentivo e apoio.
Fiquem ligados para saber o resultado!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Day #13 - "Avoações"
Se você conhece bem a Ana, sabe que ela tende ser um pouco.... er..... desligada às vezes. Entre os de casa, inúmeros são os incidentes que envolvem essa querida menina. Derrubamento de copo cheio de refri, quebrações de pratos/copos/panelas, "trupicões", quedas, gafes. Enfim, já deu pra ter uma noção.
O claro que todos tem um certo histórico de falta de jeito, mas o mais engraçado é que sempre lembramos os feitos DELA e ela fica muito louca. Quando a Nani, a Ana e eu nos juntamos, rimos demais. A Ana sempre reclamava que a gente ria mais dela, mas é mentira. Sempre foi uma dose especial para cada uma. Claro que antes, era sempre eu que me juntava com uma delas para "derrotar a outra", mas desde que comecei a namorar, tenho perdido essas batalhas.
Ficamos sabendo (não pela Ana) que ela caiu feio no CTM no primeiro dia. O piso estava molhado e escorregadio e ela quis ajudar na limpeza secando o chão.... com o bumbum. Eu ri demais quando fiquei sabendo, porque isso é bem coisa da Ana. Calma, ela não se machucou. Só precisou ficar com uma bolsa de gelo o dia inteiro =) O pai quase teve um infarto. Ele tem muito medo que essas "distrações" da Ana acabem prejudicando-a ou até machucando a Ana, mas criada na casa do Zé Lauro, essa guria é osso duro de roer!!!
Nada disso me assusta. Sei que enquanto ela estiver no CTM ela estará bem protegida e quando ela for para o campo missionário, ou seja, Belo Horizonte, ela estará preparada.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Day #12 - Apelidos
Já tive muitos apelidos na vida. Uns, eu lembro com mais carinho. Outros, eu coloco as mãos pro céu pra agradecer que aquele tempo já passou e que ninguém mais lembra de nada. A Ana também tinha um apelido para mim.... SECA!
Sim, esse mesmo. Como eu sempre fui um pouco mais magra do que todos aqui em casa, ela me deu esse apelido lindo e carinhoso. Ele geralmente vinha seguido de outro adjetivo super tenro: Seca Maldita, Seca Pilantra, Seca-de-ruim, ou só "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-bota?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-blusa?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-meu-vestido?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-saia?". Acho que já deu pra entender que seguia um certo padrão, né?
E nesses dias chuvosos e frios, quando chego em casa depois da aula à noite e não há movimento em casa, eu daria tudo para ouvir ela me chamar de seca, mesmo que fosse pra me xingar por ter pego alguma coisa dela. *suspiro*
Sim, esse mesmo. Como eu sempre fui um pouco mais magra do que todos aqui em casa, ela me deu esse apelido lindo e carinhoso. Ele geralmente vinha seguido de outro adjetivo super tenro: Seca Maldita, Seca Pilantra, Seca-de-ruim, ou só "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-bota?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-blusa?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-meu-vestido?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-saia?". Acho que já deu pra entender que seguia um certo padrão, né?
E nesses dias chuvosos e frios, quando chego em casa depois da aula à noite e não há movimento em casa, eu daria tudo para ouvir ela me chamar de seca, mesmo que fosse pra me xingar por ter pego alguma coisa dela. *suspiro*
domingo, 21 de agosto de 2011
Day #11 - Coral e Sentimentos
Sim, uma de nossas milhares atividades é participar do coral da nossa ala. Pelo grande amor que temos pela música e pelo prazer de compartilhar nossas vozes (Ana) ou talentos pianísticos (eu)? É, também, mas em grande parte, porque a mãe é a regente, então sempre gera uma pressãozinha (te amo, mãe).
Novamente, uma atividade se torna menos divertida sem a companhia da Ana. Não tem ninguém pra ficar tirando sarro de mim quando eu erro, para rir das minhas piadas sem nem mesmo eu abrir a boca, para dividir piadas internas, para se estressar com a mãe de vez em quando.
Infelizmente, a maioria de nós dá valor para alguma coisa quando a perdemos, mesmo que só momentaneamente. Nunca deduza que as pessoas que você ama saibam que você as ama. Faça com que elas saibam, diariamente, que elas são as coisas mais importantes na sua vida, porque, às vezes, é tarde demais e esse fardo não é algo que queremos carregar!
Pra resumir, uma amiga escreveu no Facebook: "Quem está perto de sua mãe, seu pai e de seus irmão, dê um abraço bem forte. É muito ruim não poder abraçar quem se ama."
Novamente, uma atividade se torna menos divertida sem a companhia da Ana. Não tem ninguém pra ficar tirando sarro de mim quando eu erro, para rir das minhas piadas sem nem mesmo eu abrir a boca, para dividir piadas internas, para se estressar com a mãe de vez em quando.
Infelizmente, a maioria de nós dá valor para alguma coisa quando a perdemos, mesmo que só momentaneamente. Nunca deduza que as pessoas que você ama saibam que você as ama. Faça com que elas saibam, diariamente, que elas são as coisas mais importantes na sua vida, porque, às vezes, é tarde demais e esse fardo não é algo que queremos carregar!
Pra resumir, uma amiga escreveu no Facebook: "Quem está perto de sua mãe, seu pai e de seus irmão, dê um abraço bem forte. É muito ruim não poder abraçar quem se ama."
sábado, 20 de agosto de 2011
Day #10 - Lapso
Dia corrido e quando eu vi: MEIA NOITE! O sábado tinha passado e eu não tinha escrito nada. Mesmo assim, escrevo com a data de ontem (sábado), mesmo sendo hoje (domingo). Tá, vou parar de confundir vocês.
Mais um dia que se passa sem a Carol. Claro que ele foi cheio de lembranças dela, porque sempre íamos para o Instituto em Canoas aos sábados pela manhã. Nas últimas vezes, tentávamos ir com o carro carregado.... de gente! Nesse sábado não foi diferente. A única coisa diferente é que era eu quem dirigia e não ela.
Quatro meninas num carro e quatro meninos noutro. Pura diversão, com uma dose de estresse, mas no final a gente acaba rindo para não chorar. A companhia é sempre muito boa, porque gera uma distraçãozinha. O ruim não é lembrar da Ana em todos os simples detalhes de uma viagem de 45 minutos, mas é todos perguntarem dela. Sim, TODOS! A saudade acaba aumentando, mas tudo certo.
Vamos levando a vida e como diz aquele velho dito gaúcho: Não tá morto quem peleia! A saudade já não é mais tão forte do que nós =)
LEMBREM-SE: ESCREVAM PARA ELA!!
Mais um dia que se passa sem a Carol. Claro que ele foi cheio de lembranças dela, porque sempre íamos para o Instituto em Canoas aos sábados pela manhã. Nas últimas vezes, tentávamos ir com o carro carregado.... de gente! Nesse sábado não foi diferente. A única coisa diferente é que era eu quem dirigia e não ela.
Quatro meninas num carro e quatro meninos noutro. Pura diversão, com uma dose de estresse, mas no final a gente acaba rindo para não chorar. A companhia é sempre muito boa, porque gera uma distraçãozinha. O ruim não é lembrar da Ana em todos os simples detalhes de uma viagem de 45 minutos, mas é todos perguntarem dela. Sim, TODOS! A saudade acaba aumentando, mas tudo certo.
Vamos levando a vida e como diz aquele velho dito gaúcho: Não tá morto quem peleia! A saudade já não é mais tão forte do que nós =)
LEMBREM-SE: ESCREVAM PARA ELA!!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Day #9 - CTM
CTM significa Centro de Treinamento Missionário. Quando um rapaz ou uma moça sai em missão, antes de ir para o lugar que eles foram previamente designados (ex.: no caso da Ana, Belo Horizonte), eles vão para o CTM. O período muda caso a pessoa fique no dentro do país ou vá para o exterior, já que na maioria das vezes, há a necessidade de aprender um novo idioma.
A Ana está no CTM ainda, lá em São Paulo. Ela disse que tem aproveitado bastante o seu tempo lá e que apesar das regras e horários que devem ser meticulosamente seguidos, eles conseguem achar tempo para se divertirem. Eu nunca servi uma missão, mas conheço várias pessoas que já o fizeram.
Eu fico imaginando como deve ser. Deve dar um pouco de medo no início, tu não conheces as pessoas que estarão lá, não sabes bem o que deve azer, o pai e a mãe não estão por perto e dá uma saudadezinha. Pensando bem, é como ir para a escola pela primeira vez, tem até merenda =)
A primeira vez que vi essa foto ali embaixo pensei: "Esses são os missionários e missionárias que compõe o grupo da Ana."
Agora, quando olho para essa foto, penso: "Essa é a nova família que cuida da Ana."
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Day #8 - Uma Semana
Não acredito que faz apenas uma semana que eu acordei às 5:30h, depois de uma péssima noite de sono, tomei um banho, me arrumei, sentei na cama e me belisquei para ver se aquilo era realidade. Uma semana desde que fomos para Porto Alegre para "despachar" a Ana por um breve período de tempo.
Hoje foi o P-DAY dos missionários no CTM. A Nani encontrou a Ana na saída do templo pra entregar o relógio que ela esqueceu.
O Rafa (nosso sobrinho) estava super feliz de rever a tia Ana.
O mais legal do P-DAY é: E-MAILS E CARTAS!!!!!!
Recebi uma resposta hoje. A Ana está super bem, super feliz, super ansiosa para ir para BH. Ela está super ocupada e cada dia, cada minuto, cada segundo que ela passa lá, se preparando, ela tem mais certeza da escolha que fez. Ela também disse que todos são muitos legais e que tem sido bem divertido. Ela tem duas companheiras.
Ela tem um brilho lindo nos olhos. A felicidade se traduz no olhar sincero dela!!
Escrevam pra ela!
Hoje foi o P-DAY dos missionários no CTM. A Nani encontrou a Ana na saída do templo pra entregar o relógio que ela esqueceu.
O Rafa (nosso sobrinho) estava super feliz de rever a tia Ana.
O mais legal do P-DAY é: E-MAILS E CARTAS!!!!!!
Recebi uma resposta hoje. A Ana está super bem, super feliz, super ansiosa para ir para BH. Ela está super ocupada e cada dia, cada minuto, cada segundo que ela passa lá, se preparando, ela tem mais certeza da escolha que fez. Ela também disse que todos são muitos legais e que tem sido bem divertido. Ela tem duas companheiras.
Ela tem um brilho lindo nos olhos. A felicidade se traduz no olhar sincero dela!!
Escrevam pra ela!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Day #7 - Altruísmo
De acordo com o dicionário Aurélio Online, altruísmo significa: amor desinteressado ao próximo; abnegação; o contrário de egoísmo.
Preciso confessar algo: sempre senti ciúmes das minhas irmãs e as quis só pra mim. Como eu sou a mais nova, elas nunca queriam brincar comigo ou contar sua confissões para mim. Elas sempre tinham diversas amigas e eu era a criança chata que só incomodava e isso sempre me magoou. Eu sempre quis ser alguém em quem elas pudessem confiar. Eu queria as minhas irmãs pra mim e ficava muito "sentida" quando elas não me viam como amiga.
Lembro que a Carol (Ana) e Elaine (Nani) brincavam que eu tinha herdado o senso de humor e elas a beleza e inteligência. Na realidade, eu me obriguei a ser engraçada, porque era só dessa maneira que eu conseguia chamar a atenção delas. Foi uma batalha árdua e muitos anos até que eu me tornasse amiga de verdade da Ana e da Nani. Depois que eu "virei gente", começamos a nos dar muito bem =P
Namorados? Nossa, sempre foi uma aflição quando algum corajoso ia falar com o pai. Aí a Nani casou. Isso já foi uma dor enorme. Depois, ela inventa de ter um filho. E pior, ir pra São Paulo. É como se eu fizesse parte da vida dela cada vez menos. Agora a Ana está na missão e ela vai conhecer muitas pessoas novas. Sem falar que terá várias companheiras e elas acabarão se tornando amigas e isso me assusta. É assustador pensar que ela terá outras amigas além de mim e que ela terá experiências das quais eu não vou participar. É assustador pensar que ela vive uma vida da qual eu não faço parte direta ou presencialmente. Assusta muito.
Apesar dar dor que isso me causa às vezes, eu sei que eu a tive por 20 anos e que ela sempre será a minha irmã. Assim como eu precisei dela muitas vezes e ela me confortou, ela poderá confortar as pessoas que procuram por respostas que parecem não existir ou que simplesmente buscam por algo mais na vida. Ela era maravilhosa conosco e nós temos a oportunidade de dividi-la por esse pequeno período de tempo. E isso serve pra Nani também!
A Ana me deu luz nos meus momentos mais escuros. Agora, ela é o farol dos que precisam dela muito mais do que eu.
Preciso confessar algo: sempre senti ciúmes das minhas irmãs e as quis só pra mim. Como eu sou a mais nova, elas nunca queriam brincar comigo ou contar sua confissões para mim. Elas sempre tinham diversas amigas e eu era a criança chata que só incomodava e isso sempre me magoou. Eu sempre quis ser alguém em quem elas pudessem confiar. Eu queria as minhas irmãs pra mim e ficava muito "sentida" quando elas não me viam como amiga.
Lembro que a Carol (Ana) e Elaine (Nani) brincavam que eu tinha herdado o senso de humor e elas a beleza e inteligência. Na realidade, eu me obriguei a ser engraçada, porque era só dessa maneira que eu conseguia chamar a atenção delas. Foi uma batalha árdua e muitos anos até que eu me tornasse amiga de verdade da Ana e da Nani. Depois que eu "virei gente", começamos a nos dar muito bem =P
Namorados? Nossa, sempre foi uma aflição quando algum corajoso ia falar com o pai. Aí a Nani casou. Isso já foi uma dor enorme. Depois, ela inventa de ter um filho. E pior, ir pra São Paulo. É como se eu fizesse parte da vida dela cada vez menos. Agora a Ana está na missão e ela vai conhecer muitas pessoas novas. Sem falar que terá várias companheiras e elas acabarão se tornando amigas e isso me assusta. É assustador pensar que ela terá outras amigas além de mim e que ela terá experiências das quais eu não vou participar. É assustador pensar que ela vive uma vida da qual eu não faço parte direta ou presencialmente. Assusta muito.
Apesar dar dor que isso me causa às vezes, eu sei que eu a tive por 20 anos e que ela sempre será a minha irmã. Assim como eu precisei dela muitas vezes e ela me confortou, ela poderá confortar as pessoas que procuram por respostas que parecem não existir ou que simplesmente buscam por algo mais na vida. Ela era maravilhosa conosco e nós temos a oportunidade de dividi-la por esse pequeno período de tempo. E isso serve pra Nani também!
A Ana me deu luz nos meus momentos mais escuros. Agora, ela é o farol dos que precisam dela muito mais do que eu.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Day #6 - Carta e Correio
Hoje, escrevi minha primeira carta. Não sabia ao certo o que escrever, porque eu não queria parecer arriada demais, nem séria demais ou preocupada demais e chorosa demais. "Será que eu escrevo a caneta direto? E se eu errar? Será melhor fazer um rascunho e depois passar a limpo?", pensei. Fiquei olhando pro pedaço de papel por um tempo até começar. Resolvi seguir meu coração e não me preocupar.
Não foi muito longa e tentei não preocupá-la. Foi uma experiência um pouco torturante, mas ao mesmo tempo, prazerosa. Engraçado mesmo foi ir até o correio. Acho que eu nunca enviei uma carta na vida. Eu tinha que comprar o selo e a carta e eu não sabia se eu enviava como social ou comercial. Fiquei preocupada com o dinheiro e levei 15 reais pra não faltar de qualquer maneira. Só custou R$1,70 =)
Tive que segurar as lágrima ao preencher o destinatário: Sister da Rosa. Agora a minha irmã era irmã (sister) de todas as pessoas que ela conhecer. Isso me conforta, porque ela é uma ótima irmã e sei que ela será melhor ainda pros outros.
A Ana ficará muito feliz de receber cartas. Se vocês quiserem entrar em contato, esses são os endereços:
CTM
Rua Padre Antonio D´Ângelo, 121
Casa Verde, São Paulo - SP
02516-040
Missão Brasil Belo Horizonte
Rua São Paulo, 1781 10 andar
Edifício 17 de Maio sala 1001
Lourdes, Belo Horizonte
30170-132
p.s.: ao preencher a carta hoje à tarde, copiei o endereçco do bloco de notas da minha mãe e ela copiou o CEP do CTM errado #fail
Não foi muito longa e tentei não preocupá-la. Foi uma experiência um pouco torturante, mas ao mesmo tempo, prazerosa. Engraçado mesmo foi ir até o correio. Acho que eu nunca enviei uma carta na vida. Eu tinha que comprar o selo e a carta e eu não sabia se eu enviava como social ou comercial. Fiquei preocupada com o dinheiro e levei 15 reais pra não faltar de qualquer maneira. Só custou R$1,70 =)
Tive que segurar as lágrima ao preencher o destinatário: Sister da Rosa. Agora a minha irmã era irmã (sister) de todas as pessoas que ela conhecer. Isso me conforta, porque ela é uma ótima irmã e sei que ela será melhor ainda pros outros.
A Ana ficará muito feliz de receber cartas. Se vocês quiserem entrar em contato, esses são os endereços:
CTM
Rua Padre Antonio D´Ângelo, 121
Casa Verde, São Paulo - SP
02516-040
Missão Brasil Belo Horizonte
Rua São Paulo, 1781 10 andar
Edifício 17 de Maio sala 1001
Lourdes, Belo Horizonte
30170-132
p.s.: ao preencher a carta hoje à tarde, copiei o endereçco do bloco de notas da minha mãe e ela copiou o CEP do CTM errado #fail
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Day #5 - Filmes
Se alguém conhece nossa família bem, sabe que adoramos filmes. Recentes, antigos, comédias, suspense, ação, chick flicks, animações, ficção, histórias verídicas, documentários. Enfim, a lista é grande.
Minhas irmãs e eu temos uma conexão em relação a isso, temos as mesmas preferências. Assistimos aos filmes, às vezes, lemos os livros, comentamos o que achamos de bom e de ruim e até esperamos para ver alguns filmes juntas. Harry Potter, por exemplo. Lemos todos os livros (várias vezes), assistimos a todos os filmes e nos últimos dois, a Ana e eu esperamos a Nani (Elaine, a outra irmã ;P) vir de São Paulo para podermos assistir juntas. O amor pelas produções audiovisuais é intenso.
Conhecemos muitos filmes, sabemos os nomes de alguns diretores, os nomes de diversos atores e atrizes (às vezes até dos cônjuges, filhos, escândalos) e dos filmes e seriados dos quais eles já participaram. Filmes são mais do que um mero entretenimento.
Ontem, expliquei pro Gui quem era o Andy Garcia. Gente, o Andy Garcia!!! A culpa não é dele que ele não conhece os filmes ou atores. Acho que nós é que somos meio viciadinhas mesmo, mas foi bem engraçado. Com a Nani em São Paulo e a Ana na missão, fiquei sem companheiras. Não quero ofender ninguém, mas não é a mesma coisa.
É bom demais ter essa companhia que te entende, que entende as piadas contidas nos filmes, que chora contigo ou ri de ti quando tu estás chorando, que ri de algo no cinema quando ninguém mais acha graça, que transforma aquele momento em memória, que tira o máximo de uma experiência que era para ser simples: só assistir a um simples filme.
É a simplicidade transformada em êxtase que nos une!!
domingo, 14 de agosto de 2011
Day #4 - Domingo e Dia dos Pais
Sensação estranha de acordar no domingo de manhã e não ter que acordar a Carol (Ana Carolina), que de vez em quando estava atrasada. Não tinha fila pro banho, não tinha desfile (ou briga) pra ver com qual roupa nós iríamos ou o desespero da Ana pra eu arranjar uma roupa pra ela vestir. Até brincávamos que eu iria com ela pra missão e ficaria dentro do guarda-roupa para entregar a roupa que ela deveria usar naquele dia. Além do mais, hoje é Dia dos Pais.
Como disse meu pai, ele estava "desafilhado" hoje. Vê se pode? Sou a única que restou e ele ainda menospreza hehehe mas ele tem razão. Quando se tem três filhas que enchem a casa e de repente se depara com só uma, é difícil. A mãe e eu entregamos os presentes dele. Ele adorou as gravatas que a Ana e eu compramos e o perfume que ele comprou pra mãe dar pra ele ;) Mesmo com a alegria, percebemos que não é a mesma coisa. Falei pra ele que a Ana tinha escrito uma carta de Dia dos Pais, mas que ela não tinha entregado pra ninguém nem dito onde estava. Ele ficou ansioso para recebê-la.
O pai nos ama muito e é muito ciumento. Nossa, chega a ser até demais às vezes ¬¬' e apesar dele se achar durão, é uma maria-mole por dentro. Quando a Ana, entre os 7 e 10 anos, disse pro pai que queria servir uma missão, ele já desconversou dizendo que ela não precisava. Sendo pai de três meninas, ele nunca achou que mandaria alguma de nós pra missão. Acho que ele deve ter orado muito pra que ela esquece isso... parece não ter funcionado.
O que tem nos confortado é a promessa feita a Mosias em relação a seus filhos que partiram em missão para pregar aos Lamanitas: que muitos acreditariam em suas palavras e eles teriam vida eterna; e que o Senhor os livraria de qualquer perigo.
A Ana está em mãos seguras!
Como disse meu pai, ele estava "desafilhado" hoje. Vê se pode? Sou a única que restou e ele ainda menospreza hehehe mas ele tem razão. Quando se tem três filhas que enchem a casa e de repente se depara com só uma, é difícil. A mãe e eu entregamos os presentes dele. Ele adorou as gravatas que a Ana e eu compramos e o perfume que ele comprou pra mãe dar pra ele ;) Mesmo com a alegria, percebemos que não é a mesma coisa. Falei pra ele que a Ana tinha escrito uma carta de Dia dos Pais, mas que ela não tinha entregado pra ninguém nem dito onde estava. Ele ficou ansioso para recebê-la.
O pai nos ama muito e é muito ciumento. Nossa, chega a ser até demais às vezes ¬¬' e apesar dele se achar durão, é uma maria-mole por dentro. Quando a Ana, entre os 7 e 10 anos, disse pro pai que queria servir uma missão, ele já desconversou dizendo que ela não precisava. Sendo pai de três meninas, ele nunca achou que mandaria alguma de nós pra missão. Acho que ele deve ter orado muito pra que ela esquece isso... parece não ter funcionado.
O que tem nos confortado é a promessa feita a Mosias em relação a seus filhos que partiram em missão para pregar aos Lamanitas: que muitos acreditariam em suas palavras e eles teriam vida eterna; e que o Senhor os livraria de qualquer perigo.
A Ana está em mãos seguras!
sábado, 13 de agosto de 2011
Day #3 - (sem) Notícias
Faz apenas três dias que a Ana está no CTM, mas parece uma eternidade para nós aqui em casa. Tudo é tão mais silêncioso. Às vezes, até meio macabro, mas, como qualquer situação, há seu lado positivo: meus pais e eu estamos muito mais próximos. As bençãos da missão da Ana já caem sobre nossa cabeça.
Voltando ao assunto, apenas três dias e apenas uma notícia: ela esqueceu de levar um relógio =)
Essa é a Ana que eu conheço. O mais engraçado foi que ela levou uma mala enorme, mas isso é assunto pra outro post.
Ontem, enquanto almoçava com a família do Gui (meu namorado), eles fizeram muitas perguntas sobre como poderiam comunicar-se com a Ana. Minha sogra quase esfartou quando eu disse que só por cartas para quem não é da família e e-mail pros familiares. Como eles não são da igreja, isso os assusta um pouco, eu acho. Ela ficou preocupada com o fato do Gui "inventar" de servir uma missão também. Eles são bem próximos e ele é o filho mais novo, o que aumenta o fator "queridinho da mamãe". (ele vai me matar quando ler isso hahaha)
Ela tá certa num ponto: é muito difícil ficar sem notícias. Os missionários tem um dia da semana específico para responder cartas dos amigos e da família. Esse dia é chamado P-DAY. Na quinta mesmo, eu já enviei um e-mail pra ela. Eu queria poder estar lá e viver tudo com ela, ajudá-la, confortá-la, fazê-la rir. Engraçado como tudo que leio, falo, escrevo, ouço, penso é relacionado a Ana.
A saudade é enorme, mas tudo tem um propósito e algumas coisas vão além da nossa compreensão.
Voltando ao assunto, apenas três dias e apenas uma notícia: ela esqueceu de levar um relógio =)
Essa é a Ana que eu conheço. O mais engraçado foi que ela levou uma mala enorme, mas isso é assunto pra outro post.
Ontem, enquanto almoçava com a família do Gui (meu namorado), eles fizeram muitas perguntas sobre como poderiam comunicar-se com a Ana. Minha sogra quase esfartou quando eu disse que só por cartas para quem não é da família e e-mail pros familiares. Como eles não são da igreja, isso os assusta um pouco, eu acho. Ela ficou preocupada com o fato do Gui "inventar" de servir uma missão também. Eles são bem próximos e ele é o filho mais novo, o que aumenta o fator "queridinho da mamãe". (ele vai me matar quando ler isso hahaha)
Ela tá certa num ponto: é muito difícil ficar sem notícias. Os missionários tem um dia da semana específico para responder cartas dos amigos e da família. Esse dia é chamado P-DAY. Na quinta mesmo, eu já enviei um e-mail pra ela. Eu queria poder estar lá e viver tudo com ela, ajudá-la, confortá-la, fazê-la rir. Engraçado como tudo que leio, falo, escrevo, ouço, penso é relacionado a Ana.
A saudade é enorme, mas tudo tem um propósito e algumas coisas vão além da nossa compreensão.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Day #2 - Aceitação
De acordo com Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra suíça, quando perdemos um ente querido ou amigo, quando alguém vai embora (seja um romance terminado ou por motivo de distância) ou passamos por alguma crise, sempre passamos por um processo de LUTO.
Elisabeth estabeleceu os seguintes passos desse processo:
Elisabeth estabeleceu os seguintes passos desse processo:
- Negação
- Raiva
- Negociação
- Depressão
- Aceitação
Acordei com isso na cabeça hoje pela manhã. Tentei negar o fato de que eu ficaria longe de alguém que amo por um ano e meio ao dizer para mim mesmo que não era necessário pensar muito sobre isso; até mesmo ao desejar que isso tudo fosse um sonho.
Não senti raiva, mas brinquei algumas vezes com a Ana que se ela ficasse eu não pegaria mais as roupas dela sem pedir ou que se ela me amasse mesmo não ficaria tão longe por tanto tempo. Foram negociações de brincadeira, mas admito que talvez, inconscientemente, eu desejava que ela aceitasse.
O período de depressão, aquela vontade de chorar, de não sair da cama, de ficar o tempo inteiro quietinha e sem ninguém por perto, só curtindo a tristeza por um tempo, foi curto. Mas passou e agora o que fica é a saudade. Sem perceber, ficava dizendo para mim mesma: "Ela não está aqui. O tempo passa rápido. Não precisa chorar. Está tudo bem". Então percebi que comecei a aceitar.
Aceitei o fato de que isso NÃO É O FIM DO MUNDO, que a vida continua pra mim, pra ela e pra todos. Aceitei o fato de que, assim como a Ana vai estar ajudando e conhecendo muitas pessoas lá, eu vou fazer o mesmo aqui e sinto-me conectada a ela de alguma maneira.
Ela está feliz e isso me faz feliz!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Day #1 - A Despedida
152 dias até os papéis voltarem
1090 horas até o dia da despedida
95 minutos até chegar no aeroporto
60 segundos pro adeus oficial!
É a companhia! Eu não me importava de lavar a louça ou ajudar na limpeza se eu tivesse uma das minhas irmãs comigo. É a falta de alguém que faz tudo ser pior, principalmente se essa pessoa é sua melhor amiga.
Foi difícil dar adeus no aeroporto. Eu disse pra mim mesma que eu não iria chorar. Meu namorado até quis apostar dizendo que eu iria chorar, sim, mas eu não apostei, pois sabia que eu iria perder :P
Eu sempre tentei não pensar muito no que sobraria pra mim depois que a Ana fosse pra missão, afinal quem gosta de sofrer por antecipação? No entanto, foi mais difícil encarar a realidade. Enquanto todos abanavam pela janela ao vê-la entrando no avião, eu fiquei sentada, olhando pro nada. Acho que esperando que fosse um sonho. E não era. Cheguei em casa e deitei na cama dela, tentando não pensar muito também.
Apesar da tristeza (não por ela ter ido, mas por não tê-la comigo), fico muito feliz pela decisão dela. Ela estava muito feliz, radiante e emanando uma luz que só a Ana tem. Aquele jeito tapado dela, mas ao mesmo tempo divertido e esperto.
Sei que vai passar rápido. Enquanto isso, fico aqui aguardando ansiosamente o retorno da minha melhor amiga!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
18 Meses Sem Ana
"18 Meses Sem Ana? Que nome estranho para um blógue!", você deve estar pensando. Calma, Ana é minha irmã e durante 18 meses, ela estará morando em Belo Horizonte, servindo como uma missionário de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias.
Ouve-se muitas histórias de irmãos e irmãs: ossos quebrados, brigas, lágrimas, sorrisos, confidências, irmandade, parceria, "dedo-durice", vingança, alegrias, mas acima de tudo...everlasting love! Bem, essa é a nossa.
Assinar:
Comentários (Atom)





