Quando eu era menina, eu era um gurizinho. Sem brincadeiras! Eu era aquela menina que sempre andava com os meninos, que escalava árvores, que estava sempre com as pernas roxas, que não gostava de "xuquinhas" no cabelo, tiara ou qualquer firula de menina. O meu negócio era jogar futebol, porque eu podia "dar carrinho nos guris" (eu disse isso de verdade quando eu tinha uns 6 anos, mais ou menos). Isso tudo enquanto eu estudei em uma escola municipal.
Na sexta série, quando fui para um colégio particular, tive as legítimas colegas PATIS/PATY's (ou qualquer outra variação do termo). Foi quando percebi que eu teria que mudar um pouco. Comecei a aprender a ser mais menina, a cuidar mais do cabelo, a não correr atrás dos meninos, mas sim me acostumar a tê-los correndo atrás de mim (ui, poderosa!). E foi nessa época que a expressão "ENCOLHE A BARRIGA". Não, não falavam isso pra mim (pra mim era ENDIREITA ESSAS COSTAS), mas pra Ana.
Mulher tem dessas coisas, puxar a barriga para não "ficar feio", manter a silhueta e coisa e tal. Pois bem, a Ana sempre teve uma maçãzinha um pouco saliente, e quando ela "se descuidava", eu engatilhava um "encolhe a barriga". No ato, ela força o panceps mais ainda para parecer mais gordinha. Era hilário. O mais engraçado é que ela sente saudades de ter alguém falando isso pra ela e que, agora, ela mesma tem que ficar se repetindo: "ENCOLHE A BARRIGA, ANA!"
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