sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Day #44 - A Ratinha

Livros sempre foi uma paixão das meninas aqui de casa. Não sei se o pai é muito de ler livros. Ele gosta de jornais e revistas. O Zero Hora e a Veja sempre fazem  ponto pela casa. Para nós, meninas cultas, os livros já são bem mais atraentes: histórias policiais, romances, ficção, fatos reais, best-sellers, pouco conhecidos, livros de auto-ajuda (empresariais, comportamentalistas, de relacionamentos, etc). Seja o  tipo que for, nós gostávamos desde que seja bom (para os nossos padrões e gostos).

Ao me apropriar do quarto da Carol, toda noite vou dormir com todos aqueles livros que encarando. Eu fico muito tentada a lê-los, mas a falta de tempo e preguiça tem me impedido. A origem dos livros da Carol são diversas: presentes de aniversário, presentes de Natal, presentes de formatura, presentes de amigo secreto, os que ela comprou no Brasil, os que ela comprou no Canadá, os que ela roubou pegou emprestado da mãe! Vários!

Ela é uma verdadeira RATA DE LIVROS!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Day #43 - O Envelope Azul

Achei um envelope nas coisas da Ana. Um envelope azul, simples e com alguns papéis dentro. Eu sabio o que continha lá dentro sem nem ousar abrir, porque eu já tivera um daqueles também. Ao ficar admirando aquele envelope azul, percebi que ele continha muito mais da Ana do que ele aparentava.

Em cada pedaço de papel, cuidadosamente preenchido a mão - ou, às vezes, até com pressa para ir para casa ajudar a fazer o almoço - vê-se esperança, sonhos, planos, fé, altruísmo, dedicação, bondade, disposição para fazer o bem... Enfim!

Era perceptível, através daquele gordinho envelope azul, que ele continha a essência de uma mulher. A minha irmã!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Day #42 - Quebrando Coisas - II

Sim, eu sei que você esperava ansioso pela continuação. Voilà!

Se eu não me engano essa história também se passou numa tarde de verão. Nós morávamos no terceiro andar de um apartamento. Lembro perfeitamente que havia 63 degraus - ou eram 61?! Bem, talvez eu não lembre tão perfeitamente assim, mas isso não é importante. Antes de continuar, preciso esclarecer que a culpa não foi minha e por mais que a versão da Ana dessa história seja diferente, o blog é meu e eu conto as histórias da maneira que eu quiser =P

Eu, pessoalmente, culpo o arquiteto do prédio, pois, durante aqueles longos lances de escada, muitas coisas podem acontecer. E foi bem isso que aconteceu. Nós estávamos subindo as escadas, conversando. Eu lembro de estar tirando sarro ou provocando a Ana (o que todos sabem que era muito raro). Do nada, ela atira um molho de chaves na minha direção. É óbvio que eu não ia ficar ali parada. Abaixei-me e.... CRASH! Lá se foi o vidro do corredor.

O primeiro pensamentos que tivemos foi: O PAI VAI NOS MATAR! Eu também não lembro o desfecho da história, mas sei que a Ana levou a culpa. Ela fica braba até hoje, olha que coisa mais feia! Isso só prova que a culpa foi todinha dela #disfarça

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Day #41 - 20 de Setembro.... TCHÊ!

Os 20 de Setembros sempre foram regados de.... desfiles! Como a Nani, a Ana e eu sempre participávamos da gincana do colégio, sempre desfilávamos como uma tarefa. Ajudávamos a confeccionar os carros se necessário, chegávamos antes para organizar todos e distribuir as fitinhas de identificação, ficávamos horas embaixo do sol torrante só esperando para entrar no desfile, que duraria mais algumas horas!

Depois do colégio, nós paramos de desfilar! Como Catarinenses (sim, não somos gaúchas) nunca tivemos esse hábito. Assim como o chimarrão. Sim, eu sei, que coisa horrível. Os meus parentes que moram em Santa Catarina tomam mais chimarrão do que nós, que moramos no Rio Grande do Sul há 18 anos. Mesmo assim, me considero mais gaúcha do que catarina!

E mesmo não tendo nenhuma tradição gaúcha nesse 20 de Setembro, ele foi incompleto sem a Carol (Ana)!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Day #40 - Errata

Sinto que devo um grande pedido de desculpas para minhas irmãs. Há algumas semanas, eu havia publicado um post ( este ) que falava sobre as incríveis aventuras veiculares da Ana e da Nani. Eu acho que elas se reuniram e fizeram uma macumba ou uma reza braba, porque eu bati o carro.... DUAS VEZES.... EM MENOS DE 1 semana =/

Eu sei, é trágico, mas, para honrar a memória e dignidade das minhas irmãs, publico aqui a minha errata!
Obrigada pela compreensão!

domingo, 18 de setembro de 2011

Day #39 - Elaine e Sua Bolsa

Na minha família, as pessoas são conhecidas por sua atitude forte e presença marcante. Sem falar, que eles (meus pais e minhas irmãs), não tem vergonha para reclamar de um serviço mau feito, pedir informações e falar com estranhos no geral. Eu, por outro lado, sou uma negação para isso até hoje. Outra atitude marcante na nossa família é compartilhar as histórias engraçadas que protagonizamos.

Justamente por me faltar a habilidade de reclamar que, quando meu celular (recém comprado na época) começou a dar problemas, eu pedi que a Nani fosse comigo na loja, porque quem reclamaria, seria ela! Chegamos lá, Nani, sua bolsa e eu, e ela rumou para o balcão dos celulares, colocou sua bolsa em cima do balcão, as mãos sobre a bolsa (como uma madame) e falou:

Nani: "O celular que eu comprei há poucas semanas está com problemas!"
Atendente: "Você trouxe o carregad...?"
Nani: "Não!", com uma cara super fechada e eu do lado, assoviando e olhando os novos modelos de celulares.

Um outro atendente, amigo da família, passa e cumprimenta a Elaine. Ela sorri, conversa, faz piada e no momento que ele vai embora, volta a fechar a cara. Ela realmente não brinca no trabalho! A atendente resolveu tudo rapidinho e logo estávamos livre. Ao sairmos, olhei pra menina com uma cara de perdão. Até hoje, brincamos que, se alguém me irritar, chamarei minha irmã e sua bolsa!

sábado, 17 de setembro de 2011

Day #38 - Astronauta

Não, isso não é o que queríamos ser quando crescêssemos! No post anterior, eu falei sobre os pôneis malditos e a propaganda da Nissan. Isso me lembou outros vídeos virais (que atingem alta circulação na internet) que nós gostávamos! Um deles é o do Astronauta.

Eu não lembro que programa era, mas era um onde as celebridades (ou pseudo-celebridades) iam e respondiam algumas perguntas! Nesse dia, uma das perguntas era:
-"Que órgãos humanos ficam alojados em cavidades ósseas chamadas órbitas?"
É óbvio que você responderia OLHOS!!!!!! Mas a moça responde ASTRONAUTA oO

Quando a Ana e eu vimos isso, gargalhávamos e chorávamos. Sério, o que será que aquela guria tava pensando? É bem provável que quando ela ouviu ÓRGÃOS ela pensou: "Me ferrei!", mas quando o apresentador falou ÓRBITAS, ela deve ter lembrado daquele filme "Heróis Fora de Orbita" e achou que tava no papo! Nossa, o melhor do vídeo é que nenhuma das companheiras de time sabia a resposta. Uma olha pro chão e começa a rir, e a outra admira o lindo horizonte do auditório!
Que saudade da minha astronautinha!!!


Enfim, esses videos virais sempre foram assunto entre nós. Para vosso divertimento, postar-lhe-eis uma listas para que vós possais divertir-vos (nota 10 para meu português)!

Sanduíche-íche
As Arvores Somos Nozes
Doar Sangue Não Dói

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Day #37 - Muito Carinho

Realmente, a Ana e eu nos tratamos com muito amor e carinho. Lembra do post dos apelidos ( aqui )? Pois, é, conseguimos nos dar mais um.... super carinhoso! O novo é Pônei Maldita. Se não sabe o porquê, clique aqui!

Antes da Ana sair pra missão, nós amávamos essa propaganda. Ficamos cantando a música sem parar! Era "pônei maldito, pônei maldito, venha com a gente atolar" pra lá e "odeio barro, odeio lama, que nojinho, não vou sair do lugar" pra cá! Sem falar no épico "Te Quiero *smack*!!" do fim. Agora, nos emaisl e cartas da missão, sempre a chamo de Pônei e ela também me chama assim. Temos evitado o maldito, porque ela é uma anja, e eu sou.... ããããã.... eu sou.... alguma coisa!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Day #36 - Influências

Como já foi citado nos posts anteriores ( aqui e aqui ), nós amamos filmes e seriados, mas, às vezes, o meu gosto é diferente dos gostos da Ana e da Nani. Como eu estava vivendo mais com a Ana nos últimos tempos, ela estava me influenciando muito nessa questão de seriados e gostos. Há um seriado que eu não consigo ver que é Criminal Minds. É de suspense policial, só que eu acho meio pesado, meio terror de mais. Eu até tento ver, mas na maior parte dos episódios, só cubro meu rosto de medo =P

De todas as influências (relacionadas a seriados) da Ana, as melhores foram Bones e How I Met Your Mother. Bones é sobre um grupo de cientistas que, com a ajuda do FBI, solucionam mortes através da análise dos ossos das pessoas. Quem diria que nossos poderiam contar tantas informações sobre nós!

How I Met Your Mother conta a história de como Ted conheceu a mãe dos filhos deles (o que, depois de sete temporadas, ainda não aconteceu). Passa ano e entra ano, Ted conta diversas histórias sobre ele e seus quatro amigo: Robin, Barney (meu preferido), Lily e Marshall.

Agora vocês devem pensar: nossa, mas essa gente tem tempo pra ver TV, hein? Pior que não. Os seriados e filmes que vemos são (i)legalmente baixados da internet ou alugados. Quando sobra um tempo, dá pra assistir uns três capítulos de How I Met Your Mother direto, porque, sem comerciais, ele tem uma duração de 20 minutos, no máximo!

Outra coisa que eu herdei (um pouquinho) da Ana foi a habilidade de corrigir temas "vendo" um seriado. Ela sempre via filmes ou corrigia temas sem olhar pra tela. Isso, pra mim, era impossível, mas ando fazendo isso. Claro que, às vezes, eu dou uma espiada. Eu falei que herdei um pouquinho e não que dominei a técnica =)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Day #35 - Quebrando Coisas I

Sei que deve soar engraçado aquele número romano ali no título indicando ser este o primeiro post de uma sequência, mas é bem isso que ele representa. Na nossa vida juntas, a Ana e eu já quebramos algumas coisas por esse mundo. Não que sejamos vândalas ou algo do gênero, só éramos.... er.... elétricas(?).

A primeira lembrança que eu tenho de quebrar algo com a Ana também conta com a presença ilústre da Camila, nossa prima. Como temos idades próximas, sempre fomos parceiras. No verão, nossos pais nos "despachavam" pra casa da vó, só para adicionar mais fios brancos aos cabelos da pobrezinha. A vó gostava (eu acho). Lembro que a vó tinha uma fita cassete (se você não sabe o que é isso, trate de pesquisar) com várias músicas do Roberto Carlos. Sempre íamos para a Wizard com a vó ouvindo aquela fita. Às vezes, até ficávamos passeando de carro por Venâncio Aires (onde a vó morava há muito tempo) só para curtir um pouco mais de Roberto Carlos.

Voltando as "quebrações", um dia ficamos em casa, a Camila, a Ana e eu. A vó morava no primeiro andar de um prédio e na sacada, havia um rede. Nós sempre nos balançávamos ao impulsionarmos gentilmente (ou não tanto) com os pés no vidro do parapeito. Resumindo: QUEBRAMOS O VIDRO!

Pensa numas crianças sem saber o que fazer e morrendo de medo que a vó descobrisse. Mas não contavam com nossa astúcia. Fechamos o a porta que dava pra sacada, as cortinas e ficamos sentadinhas no sofá olhando TV. Como já dizia nossa mãe: "O que os olhos não vêem, o coração não sente", ou seja, se a vó não vir, ela não saberá de nada. Uau, somos inteligentes demais!

Quando a vó chegou em casa, a casa estava um forno e ela vê três pestinhas sentadinhas no sofá como se nada tivesse acontecido. FLAGRA TOTAL. A gente levou um xingão, mas no final não deu nada. Quer dizer, não deu nada pra nós. Até hoje eu me pergunto quem deve ter pago por aquele vidro!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Day #34 - Espírito Livre

A Ana sempre foi um espírito livre. Não sei se é o fato dela ser a irmã do meio e ter traumas de irmã do meio, mas ela sempre foi mais independente. Não emocionalmente falando, mas em relação a conversas, pedir informação, viajar, ousar, sair da zona de conforto. Nisso, eu sou suuuper o oposto.

Na primeira vez que a Carol foi para o Canadá, o pai estava junto, mas ela não queria nem saber. Ela queria conhecer o lugar, conhecer o pessoal e vivenciar tudo aquilo. Foi assim na faculdade também e nos módulos (simulações de Relações Internacionais) dos quais ela participou. Ela se envolvia, incorporava o papel que lhe era designado e lutava por aquilo. Com a Ana é mais ou menos assim: tu tens o direito de ter uma opinião e eu tenho o direito de falar o que eu achar necessário a respeito disso.

Ela sempre teve convicções fortes. Cada dia, sinto mais falta dela. Mas é uma falta daquelas bem safadas, porque ela é meio boa ao mesmo tempo que maldita. Tipo, tenho muita falta, mas não quero te ver antes de 2013, entende? É meio complicado :)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Day #33 - Amor Bruto

Se tu lês o blog com alguma certa regularidade, já deve ter ouvido do Rafa, nosso sobrinho. O Rafa é um guri fora do comum. Ele é elétrico, não sabe caminhar (porque só corre ou pula), é engraçado de mais e tem cada tirada que tu pensas: "Como uma criança de 4 anos consegue pensar isso?". Apesar das "sem noçãozices" de criança, ele é amável, carinhoso e super de bem com a vida. A Elaine costuma dizer que ele tem um AMOR BRUTO: ele demonstra amor ou te dá carinho com uma certa dose cavalar!

Não sei se as crianças são sempre assim ou se é como o Rafa foi criado, mas ele adora dar abraços. Se ele quer algo então, nossa, é a criança mais carinhosa do mundo ;) Nós acostumamos ele desde pequeno a abraçar e beijar e dizer "Te amo". Muitas vezes é raro ouvir isso das pessoas sem que nos sintamos meio desconfortáveis ou "envergonhados". É bom que ele tenha esse costume. Ana e eu costumávamos perguntar quem ele amava mais ou quem era a mais legal ou a mais bonita. Como ele é um guri muito inteligente, ele pensava um pouco e analisava a situação. Aí, respondia: AS DUAS!

Não conta para as outras tias, mas eu sou a tia preferida (e a mais humilde tbm =]). O tio preferido, eu sei que é o Daltrei, mas a tia preferida, sem sombra de dúvida, sou eu. Eu brinco com ele como uma criança, como com ele como uma criança, corro atrás dele como uma criança, brigo com ele como uma criança. Nos damos suuuper bem. Ele dorme comigo quando está aqui e pede para eu contar histórias antes dele dormir. Eu sempre invento algo muito sem noção e ele pede continuação no dia seguinte. O brabo é lembrar o que eu falei na noite anterior. É bom demais!!

Nos emails, a Ana sempre diz que sempre muita falta, mas não é por menos. O Rafa é maravilhoso mesmo. Fico pensando nas crianças de hoje em dia e no que vai ser o futuro delas amanhã ou depois disso. Sabe, eu não me importo que o amor do Rafa seja bruto, mas que esteja sempre lá!

domingo, 11 de setembro de 2011

Day #32 - Encolhe a barriga

Quando eu era menina, eu era um gurizinho. Sem brincadeiras! Eu era aquela menina que sempre andava com os meninos, que escalava árvores, que estava sempre com as pernas roxas, que não gostava de "xuquinhas" no cabelo, tiara ou qualquer firula de menina. O meu negócio era jogar futebol, porque eu podia "dar carrinho nos guris" (eu disse isso de verdade quando eu tinha uns 6 anos, mais ou menos). Isso tudo enquanto eu estudei em uma escola municipal.

Na sexta série, quando fui para um colégio particular, tive as legítimas colegas PATIS/PATY's (ou qualquer outra variação do termo). Foi quando percebi que eu teria que mudar um pouco. Comecei a aprender a ser mais menina, a cuidar mais do cabelo, a não correr atrás dos meninos, mas sim me acostumar a tê-los correndo atrás de mim (ui, poderosa!). E foi nessa época que a expressão "ENCOLHE A BARRIGA". Não, não falavam isso pra mim (pra mim era ENDIREITA ESSAS COSTAS), mas pra Ana.

Mulher tem dessas coisas, puxar a barriga para não "ficar feio", manter a silhueta e coisa e tal. Pois bem, a Ana sempre teve uma maçãzinha um pouco saliente, e quando ela "se descuidava", eu engatilhava um "encolhe a barriga". No ato, ela força o panceps mais ainda para parecer mais gordinha. Era hilário. O mais engraçado é que ela sente saudades de ter alguém falando isso pra ela e que, agora, ela mesma tem que ficar se repetindo: "ENCOLHE A BARRIGA, ANA!"

sábado, 10 de setembro de 2011

Day #31 - Notícias

Bom, quarta-feira, recebemos uma nova leva de e-mails da Ana.
Ela disse que está muito bem e que a companheira dela é muito querida e tem lhe ajudado bastante. Ela também disse que, às vezes, a saudade bate bastante, mas é geralmente quando ela não está ocupada com o trabalho. 
 
Ela teve uma semana corrida. A área dela é de 10 bairros, longe, grandes e eu com muitas ladeiras!! Ela tem ensinado uma mulher muito especial e isso a tem deixado mais animada ainda. Essa moça que elas estão ensinado mora perto do final da área, então somente o ânimo e a disposição dessa pessoa pra ajudá-las caminhar até lá todos os dias! E ela tem 7 flhos... meninos. Viu, Nani?!

Tirando as ladeiras, tudo é ótimo. Os membros são maravilhosos e super prestativos e os almoços são MARAVILHOSOS!!! Quero só ver com quantos quilos ela volta. Ai ai! Ah, não posso esquecer que a Ana tá tendo um daqueles momentos "Dirce". Ela disse que precisa muito ajeitar a casa e que só de pensar que ela não consegue fazer nada naquela casa, ela sente um pavor.
 
Sem falar nas bolhas. Ouch! Foi uma semana corrida, mas não dá pra deixar a bola cair!
Lembre-se: ESCREVA PARA A QUERIDÍSSIMA SISTER DA ROSA!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Day #30 - Votação

Bom, a votação terminou e, infelizmente, houve um empate. A dúvida era se a página em inglês viraria um novo blógue com todas as ferramentas e recursos que um blógue prove; OU se ela continuaria sendo uma página com seus recursos limitados e meio primitivos.

Eu gosto mais da opção do blógue. Limitações me irritam! Entretanto, pela falta de tempo (acho que deu pra notar), a página Eighteen Months Without Ana continuará sendo uma página. A blógue em inglês é um projeto para o final do ano. Ele irá se concretizar. Enquanto isso, continuo (com passos de tartaruga) a atualizar a página que vocês podem acessar clicando ali em cima!

Aproveitem, comentem, repassem e divirtam-se!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Day #29 - Silêncio No Feriado

Quarta, feriado de 07 de Setembro, fomos para Caxias. Nada de especial, só um churrasco em família na casa da vó já que ninguém estava trabalhando. Opa, isso é muito especial, sim. Retifico o que eu disse! Mesmo sendo feriado, acordei um pouco mais cedo para não ter perigo de atrasar e criar problemas (cof cof com o Lauro cof cof).

Nessas viagens, eu e a Ana sempre acordávamos uma a outra daquela maneira super sutil que ela tem, lembra? É, aquele coisa fofa de ficar pulando em cima de mim e cantando uma música irritante. Ela colocava uma música no computador enquanto nos arrumávamos. Algumas vezes, colocávamos a mesma roupa ou a mesma blusa só que de cores diferentes. Maldita Renner e seus preços formidáveis! Aí, era uma luta para ver quem teria que trocar de roupa:

Ana- Eu escolhi a roupa primeiro!
Claudia- Mas eu que me vesti primeiro!
A- A roupa é minha, Claudia Elise!
C- Sério? Não tô vendo teu nome nela!
A- MÃÃÃÃÃÃEEE!!!!

Sempre acabava com a Ana gritando pra mãe. Tipo quando ela me dava um soco e saía correndo gritanto por socorro, mas fica pra outro post. Enfim, acordei e me arrumei em silêncio. Escolhi a minha roupa em silêncio. Tomei café da manhã em silêncio. E fiquei pronta.... em silêncio! Como a Camila (prima), o Everton (marido da prima) e o Gui (ou Mô como o pai vive avacalhando) foram conosco, fomos com a topic.

O feriado foi divertido. É sempre bom demais ficar em família. O apartamento da vó não é muito grande e pra uma grande família (ou uma família grande) de italianos, ele se torna menor. Eram gritos da Bianca e do Felipe (primos mais novos), conversas entre os adultos, batelas batendo, acordes no violão pelo tio Ricardo, Everton, Fernando (primo), Felipe e Gui. Almoçamos, recebemos e respondemos e-mails da Ana, sobremas, lanche da tarde, janta.... UFA! E foi-se o dia.

Um dia muito bom, mas faltou algo!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Day #28 - Velozes e Furiosos

Herbie: Meu Fusca Turbinado, Velozes e Furiosos (1,2,3,4 e 5), Fúria em Duas Rodas, Need For Speed, Carros.... são coisas com as quais a Ana nunca deveria ter tido contato. Sim, ela gosta de correr um pouquinho (e é agora que o pai e a mãe nunca mais vão deixá-la dirigir).

Ela já confessou pra mim que gostaria de ser pilota de corrida. Primeiro, eu fiquei desesperado, porque ela é super desastrada. Imagina dar uma máquina que chega a 200km/h na mão dessa guria! É uma arma. Entretanto, observando-a dirigir nesses anos, cheguei a uma conclusão: não é que ela dirige super bem!?

A Carol sofreu um acidente uma vez e o mais irônico: ela não estava correndo. Ela estava sozinha no carro, não teve nenhum ferimento grave e nem lembra como aquilo aconteceu. O pai estava viajando naquele dia, e a mãe e eu ficamos super apavoradas. Quando o pai chegou em casa, olha como ela começou a conversa: "Pai, eu te amo. Bati o carro!". Sem noção!

Claro que eu não vou compartilhar aqui os recordes pessoais da Ana (até porque não quero dar um ataque nso meus pais), mas se formos apontar o dedo para alguém, é culpa do pai e da Elaine. Culpa do pai, porque ele possui seus próprios recordes e da Elaine, porque ela também teve seus momentos de batidas. A gente brincava que eu só ia tirar a carteira quando fizesse 30 anos, porque o pai tava cansado de cubrir os prejuízos dos acidentes. Acho que tá no sangue. Mas não no meu #disfarça

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Day #27 - Músicas

Antes da Ana ir pra missão, fiz um acordo com ela. Eu disse que todos os meses, enviaria alguma música pra ela. A intenção era que as músicas contivessem alguma data. Por exemplo, quando fechar 17 meses (ou seja, faltar um mês para a Ana voltar pra casa), a música do mês será Quanto Tempo Demora Um Mês.

A primeira música foi Keep Holding On da Avril Lavigne (traduçao aqui). É uma música lindíssima que fala sobre não estarmos sozinhos e termos alguém que sempre estará ao nosso lado seja qual for a situação e as circunstâncias. E é bem isso que eu sinto.

Mesmo sabendo que ela está longe, eu sei que, de uma maneira que eu não consigo explicar, eu sempre vou estar aqui ajudando-a e ela não está sozinha. Nos momentos de tristeza ou desânimo, ela pode lembrar das coisas loucas que fizemos e de como ela sempre esteve ao meu lado e eu estive ao lado dela e isso pode lhe dar forças. Não só lembranças de mim, mas de todos os nossos familiares e amigos dela também.

E é isso que a música fala. LEMBRAR! Lembrar que apesar dos males, não estamos sozinhos. Sempre há alguém ao nosso lado, seja perto ou longe!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Day #26 - Sustos

CUIDADO! ESSE POST CONTÉM DICAS DE TRAQUINAGEM!

A Ana sempre odiou levar sustos. Bah, ela não gostava meeeeeesmo. Perdi a conta de quantos sustos eu já dei nela e ela ficou sem falar comigo por algumas horas. Nunca passava mais do que isso, porque eu, com meu charme irresistível, logo a fazia rir =)

Sempre fui muito arteira e um dos meus passatempos preferidos quando mais nova era descobrir novas maneiras de assustar a Carol. Quando morávamos num outro apartamento, a janela do nosso banheiro dava pra lanvanderia. Eu esperava ela entrar no banho, pegava uma cadeira ou um banquinho, abri a janela bem devagar (bem na manha mesmo) e ficava esperarando ela virar pro lado HAHAHAHAHA Nossa, só de lembrar dos gritos que ela dava, eu morro de rir.

Outro truque bom era esperar na frente da porta do quarto ou do banheiro e esperar ela sair. Quando ela abri a porta, eu fazia que ia atacar ela e grita "RÁ!" e ela gritava "AAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!! EU VOU TE MATAR, GURIA MALDITA!" e essa era a deixa para eu sair correndo.

Quando o Davi (nosso primo), morava conosco, ele também gostava de dar sustos nos outros. O mais divertido de tudo é que ele sempre queria dar sustos em MIM, mas a ANA sempre que caia nas armadilhas dele. Um noite, chegamos da faculdade super tarde e as luzes estavam todas apagadas. Achamos bem estranho, mas imaginamos que o Davi já devia estar dormindo. Eu sempre subia as escadas e ia pro meu quarto antes da Carol, porque ela sempre acionava o alarme. Naquela noite, eu decidi ficar pra trás, porque ela estava bem cansada. Quando eu estava na sala indo pro quarto, vi um monstro sair do quarto da Carol bem na hora que ela ia entrar no quarto dela.

Nossa mãe, aquela guria ficou irada e, no reflexo (ou na raiva), deu um tapão no "monstro". Só deu tempo pro Davi tentar desviar e acabou pegando nas costas dele. Ficou a marca da mão da Ana nas costas dele. Depois, nós três ríamos muito do que aconteceu, mas olha o que o guri fez. Ele tinha um casaco com uma gola bem alta. Ele colocou aquele casaco, fechou o zíper e colocou a cabeça mais pra baixo: parecia que ele não tinha cabeça! Esse é pior que eu.

Engraçado que ela não dava susto em mim. Tô começando a achar que eu sou uma péssima irmã. Pelo menos, eu tenho mais 17 meses para tentar abandonar esse hábito.... ou eu posso ir treinando na Nani quando ela está aqui para não perder a manhã quando a Ana voltar =P

domingo, 4 de setembro de 2011

Day #25 - As Três Mosqueteiras

A história dos Três Mosqueteiros é um romance escrito por um francês chamado Alexandre Dumas, pai. Os Três Mosqueteiros - Athos, Porthos e Aramis - faziam parte da companhia dos mosqueteiros do rei. Athos, Porthos e Aramis eram amigos inseparáveis e tinham um lema: "Um por todos e todos por um".

Eles eram companheiros para todas as horas e de muito bom humor. Não consigo imaginar Porthos sem Athos ou Aramis. Ou só Aramis! E é assim comigo, não consigo me imaginar sem minhas Porthos e Athos. Eu só conheço a vida de ser a mais nova de três irmãs. A Elaine foi a primeira, então teve seu momento de glória por quatro anos. A Ana então já dividia as coisas com a Nani e depois elas tiveram que dividir tudo comigo. Pra mim, isso sempre foi normal.

Sempre foi normal ter alguém pra brigar. Sempre for normal ter alguém para provocar. Sempre foi normal ter alguém em cima da qual eu podia me estirar nas longas viagens para Joinville. Sempre foi normal ter alguém com quem eu pudesse contar, mesmo que fosse para fazer uma pegadinha na outra irmã. Sempre foi normal ter alguém em quem eu podia dar sustos. Sempre foi normal eu me sentir inteira!

Agora, sou, mais ou menos, um terço de mim! Uma Aramis sem duas duas outras mosqueteiras!

sábado, 3 de setembro de 2011

Day #24 - A Ana

Tenho falado muito da Ana pros que conheciam ela, mas e os que não chegaram a conhecê-la? Ou pelo menos, não conheceram tão bem quanto gostariam? Esse post é todinho dedicado para ela.

Pra quem não chegou a conhecê-la, a Ana é um doce. Ela é meiga, ela é engraçada, ela é querida, ela é uma grande amiga. Mas se você tirá-la do sério, meu amigo, foi bom te conhecer, mas nessa briga, eu não entro. Tirando isso, ela é ótima.

Ela tem um jeito que não dá pra descrever. Ela é bem doida e acha graça nas coisas que ninguém mais acha (principalmente no cinema). Ela é disastrada e distraída e constantemente diz ou faz algo que vai para o nosso livro "Coisas Engraçadas Que A Ana Já Fez e Irá Fazer". Mentira, nós não temos um livro desses, mas acredite, temos conteúdo suficiente para uma trilogia.

Ela odeia que nós lembremos das coisas engraçadas que ela já fez ou disse (por isso que nós não compilamos o livro). Ela pode ser bem estressada também, mas é só por causa da TPM. Ela odeia que eu diga que ela tá na TPM, principalmente quando ela tá na TPM. Ela odeia levar sustos, ainda mais quando o Davi dava susto nela. Deixo essa história para outro post.

Ela ama música, programas do Disney Channel (sim, você leu corretamente) ou músicas dos atores do Disney Channel. Ela é um pouco desorganizada, mas organizada com a bagunça dela, algo que a mãe nunca vai entender. Ela tem bastante roupa e odeia quando eu pego alguma sem pedir *cof cof egoísta cof cof*. Ela ama ir ao cinema, alugar filmes ou deixar o Jaime e o Baby (da locadora) doidos, porque a Ana sempre atrasada as entregas. Depois de um tempo, eles já davam uma semana de tolerância, do contrário a Carol ia a falência com as multas.

Ela ama ler. Ama meeeesmo. Ela tem, acho eu, três ou quatro estantes de livros. Claro que os livros da faculdade não contam, mas ela compra muito livro. Quando ela ia pro Canadá, ela sempre voltava com uns três na mala porque "eles foram uma pechinca. Só US$8,00". Era algo assim que ela dizia. O pai e a mãe só balançavam a cabeça.

Quando ela fica irritada ou braba, ela faz beicinho, mas bem pouquinho. Ela não gostava de ser perturbada quando estava ocupada, concentrada ou tinha várias coisas pra fazer. Adivinha quando eu ia falar com ela? Nossa, ela ficava doida. Ela odiava quando eu começava a inventar uma letra nova pra uma música que nós conhecíamos também. Bom mesmo era quando ela estava ocupada, concentrada ou tinha várias coisas pra fazer e eu começava a inventar uma letra nova pra uma música que nós conhecíamos.

Confesso que eu tirava ela do sério mais do que eu devia, mas eu sou a irmã mais nova. É mais forte que eu!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Day #23 - As Divas

Uma memória muito vívida da Ana, algo que nós sempre faziamos (mesmo com o rádio do carro estragado), era colocar uma música beeeeem alta e cantar até nossos pulmões saírem pela boca. Não tô dizendo que nós cantávamos bem, cantávamos bem alto. Se nós não conhecíamos a letra da música direito, nós cantávamos "LA LA LA tchuri tchuri tunts pá  LA LA LA".

Era engraçado quando nós íamos para a John Deere juntas. De vez em quando, abríamos as janelas e colocávamos o som super alto e íamos cantando, dançando, fazendo coreografia. Sim, tudo isso enquanto ela dirigia. Tudo com muita segurança é claro. Era mais ou menos assim: cabeça pra direita, cabeça pra esquerda, cabeça pra direita, cabeça pra esquerda. Faz um V com as mãos, aponta pra esquerda e passa da esquerda pra direita em frente aos olhos. Não pode esquercer do olhar 43. Proto, agora você pode fazer também! Às vezes, quando ela estava braba comigo, ela não queria cantar nem dançar. Então, eu fazia umas coreografias de dedo no painel na frente dela. Ela não aguentava e morria de rir.

Houve um época negra em nossa vida na qual o rádio do gol (o carro que divídiamos e que agora e todo meu *MUA HA HA*) estava estragado. Quer dizer, primeiro os alto-falantes estavam ruins e tínhamos que ouvir no volume 10, porque mais alto que isso ele começava a falhar. Era tortura. Quem nesse mundo consegue andar de carro sem sentir a direção tremer por causa do volume? Não era nós, sem dúvida. Acho que é por isso que nós somos meio surdinhas.

Enfim, depois de ter que ouvir o rádio baixinho, o rádio pifou de vez. Aí, não tinha nada. Bom, tivemos que recorrer para o último recurso que nos havia sobrado: CELULARES! Claro que não era a mesma coisa, mas era melhor que nada. Com os celulares, nossa época de DIVAS teve um retorno triunfal.

Uma das músicas que nós mais gostávamos de cantar e dançar era " PoP! Goes My Heart " do filme "Letra e Música". Como toda boa tradição ou costume deve ter continuidade, eu sigo cantando, dançando e parecendo uma doida sozinha no carro. Tudo bem, não devo nada pra ninguém =P

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Day #22 - Tradições

 Toda família tem suas tradições. Churrascos no final de semana, pique-niques nos sábados à tarde, viagens de inverno para a praia, amigo secreto no Natal, puxões de orelha conforme a idade do aniversáriante, e assim vai. Uma das nossas tradições de inverno era ser acordada pela mãe num sábado de manhã com um xícara de chocolate quente e chantily!!!!

Eu, que não sou uma amante de frio, esperava ansiosamente pelo inverno só para que eu pudesse me deliciar com aquela bebida super calórica #disfarça
E não era só eu. A Ana e a Elaine sempre adoravam também. A mãe ia de quarto em quarto, nos acordava com um beijo e nos surpreendia com aquela xícara. Gente, que olha que neni essa mulher! Às vezes, ela nos acordava com um beijo só para acharmos que era o Dia do Chocolate Quente. Assim, era sempre surpresa porque nunca sabíamos quando ela estava só nos sacaneando ou se era o dia tão esperado mesmo.

Outra  "tradição" era ser acordada pela Ana enquanto ela berrava alguma música extremamente irritante e super desafinado. Eu queria matar ela. Eu me cobria com a coberta e fingia que não era comigo enquanto ela ficava pulando em cima de mim na cama hahaha As músicas variavam de vez em quando, mas geralmente era uma de acampamento que diz assim: "Bom dia, bom dia / Nesse nosso acampamento / Quer com chuva, sol ou vento / vou participar". Sempre o mesmo pedaço UMA VEZ APÓS A OUTRA!!

Ah, era bom demais!!