quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Day #21 - Belo Horizonte

EXTRA! EXTRA! A ANA JÁ ESTÁ EM BH!!!!

Bom, agora é ainda mais oficial. A Sister da Rosa já conheceu os as lombas de BH e a força e o calor do sol. Segundo ela, o pessoal de lá diz que uma lomba só é uma lomba se você tiver que usar suas mãos para subir hahaha Ela também disse que provavelmente vai estar super vermelha hoje. Isso que a vó deu pra ela um mega tubo de protetor solar, fator 50.

Ela disse que os élderes e as sisters do distrito são pessoas maravilhosas e que eles são como família já. A cada email ela parece mais feliz e animada com o trabalho que ela escolheu fazer. Dá pra sentir que essas últimas três semanas já mudaram a nossa Ana. O que é maravilhoso. É bom demais ver essa transformação pela qual ela está passando.

Ela disse que a companheira dela, Sister Dunlop, lembra a Ana de mim no jeito dela ser. Ain, que bom. Assim eu sei que alguém, tão doida quanto eu, está cuidando bem dela ;)

Agora, o endereço para mandar cartas é o da casa da missão enquanto nós não temos o endereço da casa onde ela está morando. Não lembra o endereço? Clique aqui.

A Sister da Rosa manda muitos beijos para todos e agradece os e-mails e cartas, mas pede desculpas caso não consiga responder todos. Emails ela só pode responder o de nós aqui de casa e os da nossa avó. Carta é liberado, então mandem cartas também!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Day #20 - Um Substituto


Sempre quis um cachorrinho, mas como sempre moramos em apartamentos, era inviável. O mais próximo que eu chegamos de ter um cachorro foi quando tivemos um hamster. Acho que o pai e a mãe nunca tinham muita paciência para deixar a gente ter um animalzinho de estimação também. Para evitar o estresse, era melhor nem comprar o pobre do bichinho. Sem falar que a tia Rosa (irmã do meu pai) nunca nos visitaria já que ela tem muito medo.

Sexta passada, na minha aula de francês, estávamos falando sobre as chiennes das minhas alunas e elas, super animadas, contaram várias coisas que as amigas caninas já fizeram, os cuidados que elas precisam e como elas (as cadelas) se portam como "gente humana". Foi aí que eu fiz uma confissão: tenho considerado a hipótese de comprar um cachorrinho. E não é pra me livrar da tia Rosa, não!!

Tenho me sentindo tão sozinha ultimamente e apesar de ter o pai e a mãe por perto, o Gui, meus amigos, faculdade e trabalho, eu ainda me sinto meio perdida no meio de tudo isso, como se eu não me encaixasse mais no mundo. Falta alguém pra me dar boa noite, pra me ligar de cinco em cinco minutos pedindo alguma coisa, pra me abraçar quando estou triste e não falar nada. Até brinquei com o Gui que eu quero alguém que brinque comigo, durma comigo e me estresse igual a Ana fazia, e um cachorrinho faria tudo isso. Tá certo que ele não conseguiria me ligar de cinco em cinco minutos, mas eu tenho certeza que eu conseguiria dar um jeito nisso =)

Claro que eu não falei tudo isso pras minhas alunas, até porque a gente não tem tanto tempo de aula assim, mas elas ficaram super empolgadas, deram apoio, dicas de raças que não são muito carentes e fáceis de cuidar, livros de adestramento, dicas de salão pro pet. Nossa, foi uma chuva de informação.

O que vocês acham, um animal de estimação pode servir de substituto por um tempo?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Day #19 - Desculpas


Se eu fosse você, parava de ler aqui! 
 
Eu temia que esse dia chegasse: o dia em que eu não soubesse sobre o que escrever. Depois da minha aula, fiquei pensando se eu escrevia no blog ou eu fazia o meu trabalho de amanhã. Tudo o que via na minha frente era uma página em branco, chamando-me de inadequada. 
 
Li os textos que eu precisava, fiz meus resumos, respondi as questões do professor e..... NADA! Ouvi umas músicas, vi um pouco de TV, reli umas mensagens e..... NADA! 
 
Confesso que não consigo escrever sem inspiração. Escrever sem sentimento não é para mim e forçar sentimento, muito menos. Peço desculpas, mas fico devendo!





domingo, 28 de agosto de 2011

Day #18 - O Outro Lado do Céu

Há um filme lindíssimo chamado "O Outro Lado do Céu". O filme é baseado numa história real dos anos 50. John Groberg, um jovem norte-americano, vai para o Reino de Tonga, na Polinésia, para servir uma missão de tempo integral.

Antes de ir para Tonga, John leva sua namorada para um balanço perto de um lago. Ele, então, diz pra ela que a lua que estiver brilhando sobre a cabeça dela, será a mesma que estará brilhando sobre a cabeça dele. Enquanto ele serve sua missão, sua namorada continua sua vida, escrevendo-lhe cartas e esperando pelo dia que ele retorne. Essa parte é romântica e tudo mais, mas o mais interessante são as experiências vividas durante sua missão.

 Lá, ele vivencia alegrias e tristezas, perdas e conquistas durante três anos. Ele passa por maus bocados. Vivia sendo picado pelos mosquitos, não sabia falar a língua do povo da ilha na qual morava, muitos não queriam ouvir o que ele tinha pra dizer, teve a sola de seus pés roídas por ratos, perdeu um grande amigo tonganês e quase morreu de fome e sede durante o tempo no qual não podiam produzir e conseguir alimentos devido a uma tempestade que devastou a ilha.

Ele teve muitas alegrias também. Após muito estudo, jejum e oração, aprendeu o idioma, fez muitos amigos, ajudou a curar uma criança, ganhou a confiança de todos da ilha, inclusive de um pastor de outra religião; ajudou muitas pessoas a mudarem de vida, ajudou a construir escolas para o povo das ilhas vizinhas, ensinou muitas pessoas, mas em especial, uma moça sobre o amor verdadeiro, o amor que não acaba nessa vida. Entre muitas outras coisas.

Para alguns, pensar que aquele rapaz passou por todas essas coisas por causa de uma crença religiosa, por causa da fé, por algo que muitos podem achar irracional, é loucura. Para mim, é comovente que, contra todas as expectativas, aquele jovem tenha se sacrificado tanto em prol de outras pessoas que ele nem conhecia por uma causa que eu sei ser verdadeira. Causa, essa, que a minha irmã sabe ser verdadeira!

Sei que a Carol vai passar por muitas situações que a deixarão preocupada, triste, desanimada, decepcionada, mas que, após a tempestade, vem a calmaria; depois da prova da fé, vêm as bênçãos!

sábado, 27 de agosto de 2011

Day #17 - Protetora dos Fracos e Oprimidos

Se tem uma brincadeira na qual eu sempre ganhava da Ana era "Lutinha". Eu podia estar doente, com algum osso quebrado, sonolenta ou com a Nani e a Ana em cima de mim, mas o resultado era sempre o mesmo: eu era a vencedora.

A Ana sempre foi super inofensiva e meio bobinha pra essas coisas. Nós fizemos Muay Thai durante um tempo. Eu fazia pelo exercício, mas principalmente pelos golpes. A Ana fazia só pelo exercício mesmo, pois eu sempre fui a campeã das nossas lutas.

O engraçado é que essa minha "invencibilidade" me acompanha desde que éramos pequenas. Quando estudávamos na mesma escola, a Elaine, por ser a mais velha, protegia a Ana quando os colegas dela faziam alguma coisa. Depois que a Elaine saiu daquela escola, só sobrou eu.

Um dia, a Ana estava chorando, pois os seus colegas tinham tentado empurrá-la pro banheiro masculino. Coisa de guri idiota. Enfim, fiquei muito braba e fui bater nos colegas dela. Detalhe: eu era TRÊS anos mais nova. Virei a nova guarda-costas da Ana até que ela terminasse a quinta série. Não. Espera um pouco! Até que ela terminasse o ensino médio. Huuummmm, pensando bem, enquanto ela estava na faculdade, eu ainda tinha que cuidar dela.

Até enquanto ela está na missão, sou responsável por ela. Mando piadinhas para alegrá-la, mantenho-a atualizada com o blog, mando escrituras semanais e tenho orado muito para que ela fique bem. Acho que essa minha função de defensora dos fracos e oprimidos não termina tão cedo!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dia #16 - 3 Minutos de Bandidagem

Passado: todos temos um. Uns mais trágicos ou emocionantes, outros mais engraçados ou aventureiro e alguns carregam um pouco de tudo. Posso dizer que, vivendo com a Ana, eu me encaixo na última categoria. Por quê? Vamos dizer que a Ana assistia Velozes & Furiosos mais vezes do que eu gostaria que ela tivesse visto, mas isso é assunto pra outro post.

Ela vai me matar quando eu imprimir esse post e mandar pra ela, mas é por uma boa causa: A ANA É UMA LADRA! Pronto, falei! Vocês não acreditam, né? Eu sei que é difícil acreditar nisso, uma menina tão querida, tão simpática, mas é uma loba na pele de cordeiro. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco, mas eis o que aconteceu.

Há alguns (muitos) meses, o Mc Donald's estava com uma promoção que dizia "Seu lanche em 60 segundos ou você ganha um Big Mac". Ou seja, se demorasse mais do que 60 segundos, você ganhava um "Vale Big Mac". Lá fomos nós, pelo drive-through, sem saber da promoção, e fizemos nosso pedido. Aí, olhamos a plaquinha que informava da tal promoção. O relógio fazia a contagem regressiva. Acho que nunca desejamos tanto que o lanche demorasse. 

No final dos 60 segundos, o pedido não estava pronto, então o menino entregou um "Vale Big Mac" e foi ver o que estava faltando. Assim que a Carol guardou aquele vale, outro rapaz veio com o nosso pedido. Quando ele viu o relóginho que marcava o tempo, ele pegou outro "Vale" e estendeu pra Ana. Ela ficou olhando pro papelzinho e eu acho que ela ficou pensando em de todas as vezes que aquela loja do Mc errou o pedido, esqueceu de colocar os lanches na sacolinha ou simplesmente não havia NADA de bebidas para oferecer. Ela agradeceu ao pegar o papel e se mandou!

Tá, talvez não tenha sido tão ruim quanto vocês esperavam, mas que a gente riu muito até em casa, a gente riu!!! 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Day #15 - Um Medo

Trilha sonora

Que amamos filmes, já não é mais segredo. Seriados estão inclusos. Uma consequência de se assistir filmes/seriados são as músicas. Desde pequenas, acostumadas a ouvir Antena 1 com o pai, sempre fomos fãns de músicas, antigas ou atuais. Não é novidade, portanto, ver algum de nós cantar músicas do Men At Work, Duran Duran, Barry White, ABBA, Alphaville, Fleetwood Mac. Talvez, não saibamos quem são os cantores ou banda, mas é só ouvir a música para começarmos a cantar, cantarolar, bater o pé no ritmo ou baixar o espírito I-Will-Survive e dançar!

Em um capítulo do seriado norte-americano, gLee, as músicas de um álbum do Fleetwood Mac são cantadas. Entre elas, as minhas preferidas são Never Going Back Again e Landslide (que eu já conhecia de uma versão das Dixie Chicks). Uma parte de Landslide tem martelado minha cabeça nessas últimas duas semanas. Acho que pelo fato de muitas vezes, a contra gosto, encontrar-me só. Ela diz o seguinte:
"Eu tive medo de mudar porque eu construí minha vida em torno de você"
E é bem isso. Eu sou apegada às pessoas. Minha vida gira ao redor daqueles que amo, principalmente dos meus familiares. Sempre fomos muito unidos e é impossível imaginar uma vida da qual eles não façam parte. Nunca perdi ninguém muito próximo da minha família e eu não sei lidar com isso. Quando a Elaine foi pra São Paulo, eu tinha a Ana pra me dar apoio e pra dividir a cama comigo quando eu ficava meio solitária. Quem é que me tranquiliza agora?

Por mais que eu me ache crescida e (parcialmente) independente, tenho medo de fazer mudanças, porque eu não posso controlar as consequências ou voltar no tempo. Não saber o que vai acontecer é, às vezes, frustrante. Essa mudança de ter duas irmãs a nenhuma não foi escolha minha, mas me foi imposta e é algo que me dá medo. Perder quem eu amo ou ficar longe de quem eu amo é assustador.

É nessas horas que eu vejo que não sou nenhum pouco crescida ou independente e por mais difícil que seja admitir isso, tenho sentido muito medo e muita solidão nessa última semana. Parte de mim está muito feliz por receber notícias tão alegres da Carol, mas a outra parte tem pena da parte de mim que estado triste.

*suspiro*

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Day #14 - Novidades do Blog

Eu sei que vocês esperavam uma história nova e comovente ou qualquer coisa embaraçosa da Ana que os fizesse rir, mas hoje eu não lhes venho trazer isso. Nos posts futuros, sem dúvida =)

O que eu gostaria de anunciar é uma nova característica ou adição do blog: UMA PÁGINA EM INGLÊS! A Dirce (nossa mãe) me deu um bom conselho de manter uma página em inglês para que nossos amigos que não falam português, parentes das futuras companheiras americanas da Sister da Rosa ou membros da igreja pelo mundo afora pudessem acompanhar ou até se inspirar com as situações aqui compartilhadas. Essa é uma boa pedida pra você que busca se aperfeiçoar ou praticar o inglês que anda meio parado.

Com o tempo, continuarei traduzindo os posts e colocando lá no Eighteen Months Without Ana com a ajuda da inteligentíssima Elaine que faz traduções de inglês, italiano e francês. Você não acredita? Olha o site dela aqui.

Agora resta uma dúvida. Como é apenas uma página, ou seja, os posts não funcionam como a página principal do blog (pelo menos, eu não tenho o conhecimento para editar essas coisas de internet), você prefere que continue como apenas uma página ou que eu transforme esse nova ideia em um novo blog?

As votações podem ser feitas na enquete ao lado. A enquete estará aberta até dia 07 de Setembro de 2011 às 23:59. Sim, você pode votar quantas vezes quiser e pode pedir que outros votem também. Muito obrigada pela sua participação, incentivo e apoio.

Fiquem ligados para saber o resultado!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Day #13 - "Avoações"


Se você conhece bem a Ana, sabe que ela tende ser um pouco.... er..... desligada às vezes. Entre os de casa, inúmeros são os incidentes que envolvem essa querida menina. Derrubamento de copo cheio de refri, quebrações de pratos/copos/panelas, "trupicões", quedas, gafes. Enfim, já deu pra ter uma noção.

O claro que todos tem um certo histórico de falta de jeito, mas o mais engraçado é que sempre lembramos os feitos DELA e ela fica muito louca. Quando a Nani, a Ana e eu nos juntamos, rimos demais. A Ana sempre reclamava que a gente ria mais dela, mas é mentira. Sempre foi uma dose especial para cada uma. Claro que antes, era sempre eu que me juntava com uma delas para "derrotar a outra", mas desde que comecei a namorar, tenho perdido essas batalhas.

Ficamos sabendo (não pela Ana) que ela caiu feio no CTM no primeiro dia. O piso estava molhado e escorregadio e ela quis ajudar na limpeza secando o chão.... com o bumbum. Eu ri demais quando fiquei sabendo, porque isso é bem coisa da Ana. Calma, ela não se machucou. Só precisou ficar com uma bolsa de gelo o dia inteiro =) O pai quase teve um infarto. Ele tem muito medo que essas "distrações" da Ana acabem prejudicando-a ou até machucando a Ana, mas criada na casa do Zé Lauro, essa guria é osso duro de roer!!!

Nada disso me assusta. Sei que enquanto ela estiver no CTM ela estará bem protegida e quando ela for para o campo missionário, ou seja, Belo Horizonte, ela estará preparada.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Day #12 - Apelidos

Já tive muitos apelidos na vida. Uns, eu lembro com mais carinho. Outros, eu coloco as mãos pro céu pra agradecer que aquele tempo já passou e que ninguém mais lembra de nada. A Ana também tinha um apelido para mim.... SECA!


Sim, esse mesmo. Como eu sempre fui um pouco mais magra do que todos aqui em casa, ela me deu esse apelido lindo e carinhoso. Ele geralmente vinha seguido de outro adjetivo super tenro: Seca Maldita, Seca Pilantra, Seca-de-ruim, ou só "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-bota?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-blusa?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-meu-vestido?", "SEEEEEECAAAAAAA, Quem-foi-que-pegou-a-minha-saia?". Acho que já deu pra entender que seguia um certo padrão, né?


E nesses dias chuvosos e frios, quando chego em casa depois da aula à noite e não há movimento em casa, eu daria tudo para ouvir ela me chamar de seca, mesmo que fosse pra me xingar por ter pego alguma coisa dela. *suspiro*

domingo, 21 de agosto de 2011

Day #11 - Coral e Sentimentos

Sim, uma de nossas milhares atividades é participar do coral da nossa ala. Pelo grande amor que temos pela música e pelo prazer de compartilhar nossas vozes (Ana) ou talentos pianísticos (eu)? É, também, mas em grande parte, porque a mãe é a regente, então sempre gera uma pressãozinha (te amo, mãe).

Novamente, uma atividade se torna menos divertida sem a companhia da Ana. Não tem ninguém pra ficar tirando sarro de mim quando eu erro, para rir das minhas piadas sem nem mesmo eu abrir a boca, para dividir piadas internas, para se estressar com a mãe de vez em quando.

Infelizmente, a maioria de nós dá valor para alguma coisa quando a perdemos, mesmo que só momentaneamente. Nunca deduza que as pessoas que você ama saibam que você as ama. Faça com que elas saibam, diariamente, que elas são as coisas mais importantes na sua vida, porque, às vezes, é tarde demais e esse fardo não é algo que queremos carregar!

Pra resumir, uma amiga escreveu no Facebook: "Quem está perto de sua mãe, seu pai e de seus irmão, dê um abraço bem forte. É muito ruim não poder abraçar quem se ama."

sábado, 20 de agosto de 2011

Day #10 - Lapso

Dia corrido e quando eu vi: MEIA NOITE! O sábado tinha passado e eu não tinha escrito nada. Mesmo assim, escrevo com a data de ontem (sábado), mesmo sendo hoje (domingo). Tá, vou parar de confundir vocês.

Mais um dia que se passa sem a Carol. Claro que ele foi cheio de lembranças dela, porque sempre íamos para o Instituto em Canoas aos sábados pela manhã. Nas últimas vezes, tentávamos ir com o carro carregado.... de gente! Nesse sábado não foi diferente. A única coisa diferente é que era eu quem dirigia e não ela.

Quatro meninas num carro e quatro meninos noutro. Pura diversão, com uma dose de estresse, mas no final a gente acaba rindo para não chorar. A companhia é sempre muito boa, porque gera uma distraçãozinha. O ruim não é lembrar da Ana em todos os simples detalhes de uma viagem de 45 minutos, mas é todos perguntarem dela. Sim, TODOS! A saudade acaba aumentando, mas tudo certo.

Vamos levando a vida e como diz aquele velho dito gaúcho: Não tá morto quem peleia! A saudade já não é mais tão forte do que nós =)

LEMBREM-SE: ESCREVAM PARA ELA!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Day #9 - CTM

CTM significa Centro de Treinamento Missionário. Quando um rapaz ou uma moça sai em missão, antes de ir para o lugar que eles foram previamente designados (ex.: no caso da Ana, Belo Horizonte), eles vão para o CTM. O período muda caso a pessoa fique no dentro do país ou vá para o exterior, já que na maioria das vezes, há a necessidade de aprender um novo idioma.

A Ana está no CTM ainda, lá em São Paulo. Ela disse que tem aproveitado bastante o seu tempo lá e que apesar das regras e horários que devem ser meticulosamente seguidos, eles conseguem achar tempo para se divertirem. Eu nunca servi uma missão, mas conheço várias pessoas que já o fizeram.

Eu fico imaginando como deve ser. Deve dar um pouco de medo no início, tu não conheces as pessoas que estarão lá, não sabes bem o que deve azer, o pai e a mãe não estão por perto e dá uma saudadezinha. Pensando bem, é como ir para a escola pela primeira vez, tem até merenda =)

A primeira vez que vi essa foto ali embaixo pensei: "Esses são os missionários e missionárias que compõe o grupo da Ana." 


Agora, quando olho para essa foto, penso: "Essa é a nova família que cuida da Ana."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Day #8 - Uma Semana

Não acredito que faz apenas uma semana que eu acordei às 5:30h, depois de uma péssima noite de sono, tomei um banho, me arrumei, sentei na cama e me belisquei para ver se aquilo era realidade. Uma semana desde que fomos para Porto Alegre para "despachar" a Ana por um breve período de tempo.

Hoje foi o P-DAY dos missionários no CTM. A Nani encontrou a Ana na saída do templo pra entregar o relógio que ela esqueceu.



O Rafa (nosso sobrinho) estava super feliz de rever a tia Ana.



O mais legal do P-DAY é: E-MAILS E CARTAS!!!!!!

Recebi uma resposta hoje. A Ana está super bem, super feliz, super ansiosa para ir para BH. Ela está super ocupada e cada dia, cada minuto, cada segundo que ela passa lá, se preparando, ela tem mais certeza da escolha que fez. Ela também disse que todos são muitos legais e que tem sido bem divertido. Ela tem duas companheiras.


Ela tem um brilho lindo nos olhos. A felicidade se traduz no olhar sincero dela!!
Escrevam pra ela!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Day #7 - Altruísmo

De acordo com o dicionário Aurélio Online, altruísmo significa: amor desinteressado ao próximo; abnegação; o contrário de egoísmo.

Preciso confessar algo: sempre senti ciúmes das minhas irmãs e as quis só pra mim. Como eu sou a mais nova, elas nunca queriam brincar comigo ou contar sua confissões para mim. Elas sempre tinham diversas amigas e eu era a criança chata que só incomodava e isso sempre me magoou. Eu sempre quis ser alguém em quem elas pudessem confiar. Eu queria as minhas irmãs pra mim e ficava muito "sentida" quando elas não me viam como amiga.

Lembro que a Carol (Ana) e Elaine (Nani) brincavam que eu tinha herdado o senso de humor e elas a beleza e inteligência. Na realidade, eu me obriguei a ser engraçada, porque era só dessa maneira que eu conseguia chamar a atenção delas. Foi uma batalha árdua e muitos anos até que eu me tornasse amiga de verdade da Ana e da Nani. Depois que eu "virei gente", começamos a nos dar muito bem =P

Namorados? Nossa, sempre foi uma aflição quando algum corajoso ia falar com o pai. Aí a Nani casou. Isso já foi uma dor enorme. Depois, ela inventa de ter um filho. E pior, ir pra São Paulo. É como se eu fizesse parte da vida dela cada vez menos. Agora a Ana está na missão e ela vai conhecer muitas pessoas novas. Sem falar que terá várias companheiras e elas acabarão se tornando amigas e isso me assusta. É assustador pensar que ela terá outras amigas além de mim e que ela terá experiências das quais eu não vou participar. É assustador pensar que ela vive uma vida da qual eu não faço parte direta ou presencialmente. Assusta muito.

Apesar dar dor que isso me causa às vezes, eu sei que eu a tive por 20 anos e que ela sempre será a minha irmã. Assim como eu precisei dela muitas vezes e ela me confortou, ela poderá confortar as pessoas que procuram por respostas que parecem não existir ou que simplesmente buscam por algo mais na vida. Ela era maravilhosa conosco e nós temos a oportunidade de dividi-la por esse pequeno período de tempo. E isso serve pra Nani também!

A Ana me deu luz nos meus momentos mais escuros. Agora, ela é o farol dos que precisam dela muito mais do que eu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Day #6 - Carta e Correio

Hoje, escrevi minha primeira carta. Não sabia ao certo o que escrever, porque eu não queria parecer arriada demais, nem séria demais ou preocupada demais e chorosa demais. "Será que eu escrevo a caneta direto? E se eu errar? Será melhor fazer um rascunho e depois passar a limpo?", pensei. Fiquei olhando pro pedaço de papel por um tempo até começar. Resolvi seguir meu coração e não me preocupar.

Não foi muito longa e tentei não preocupá-la. Foi uma experiência um pouco torturante, mas ao mesmo tempo, prazerosa. Engraçado mesmo foi ir até o correio. Acho que eu nunca enviei uma carta na vida. Eu tinha que comprar o selo e a carta e eu não sabia se eu enviava como social ou comercial. Fiquei preocupada com o dinheiro e levei 15 reais pra não faltar de qualquer maneira. Só custou R$1,70 =)

Tive que segurar as lágrima ao preencher o destinatário: Sister da Rosa. Agora a minha irmã era irmã (sister) de todas as pessoas que ela conhecer. Isso me conforta, porque ela é uma ótima irmã e sei que ela será melhor ainda pros outros.

A Ana ficará muito feliz de receber cartas. Se vocês quiserem entrar em contato, esses são os endereços:


CTM
Rua Padre Antonio D´Ângelo, 121
Casa Verde, São Paulo - SP
02516-040

Missão Brasil Belo Horizonte
Rua São Paulo, 1781 10 andar
Edifício 17 de Maio sala 1001
Lourdes, Belo Horizonte
30170-132

p.s.: ao preencher a carta hoje à tarde, copiei o endereçco do bloco de notas da minha mãe e ela copiou o CEP do CTM errado #fail

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Day #5 - Filmes

Se alguém conhece nossa família bem, sabe que adoramos filmes. Recentes, antigos, comédias, suspense, ação, chick flicks, animações, ficção, histórias verídicas, documentários. Enfim, a lista é grande. 

Minhas irmãs e eu temos uma conexão em relação a isso, temos as mesmas preferências. Assistimos aos filmes, às vezes, lemos os livros, comentamos o que achamos de bom e de ruim e até esperamos para ver alguns filmes juntas. Harry Potter, por exemplo. Lemos todos os livros (várias vezes), assistimos a todos os filmes e nos últimos dois, a Ana e eu esperamos a Nani (Elaine, a outra irmã ;P) vir de São Paulo para podermos assistir juntas. O amor pelas produções audiovisuais é intenso.

Conhecemos muitos filmes, sabemos os nomes de alguns diretores, os nomes de diversos atores e atrizes (às vezes até dos cônjuges, filhos, escândalos) e dos filmes e seriados dos quais eles já participaram. Filmes são mais do que um mero entretenimento.

Ontem, expliquei pro Gui quem era o Andy Garcia. Gente, o Andy Garcia!!! A culpa não é dele que ele não conhece os filmes ou atores. Acho que nós é que somos meio viciadinhas mesmo, mas foi bem engraçado. Com a Nani em São Paulo e a Ana na missão, fiquei sem companheiras. Não quero ofender ninguém, mas não é a mesma coisa. 

É bom demais ter essa companhia que te entende, que entende as piadas contidas nos filmes, que chora contigo ou ri de ti quando tu estás chorando, que ri de algo no cinema quando ninguém mais acha graça, que transforma aquele momento em memória, que tira o máximo de uma experiência que era para ser simples: só assistir a um simples filme. 

É a simplicidade transformada em êxtase que nos une!!

domingo, 14 de agosto de 2011

Day #4 - Domingo e Dia dos Pais

Sensação estranha de acordar no domingo de manhã e não ter que acordar a Carol (Ana Carolina), que de vez em quando estava atrasada. Não tinha fila pro banho, não tinha desfile (ou briga) pra ver com qual roupa nós iríamos ou o desespero da Ana pra eu arranjar uma roupa pra ela vestir. Até brincávamos que eu iria com ela pra missão e ficaria dentro do guarda-roupa para entregar a roupa que ela deveria usar naquele dia. Além do mais, hoje é Dia dos Pais.

Como disse meu pai, ele estava "desafilhado" hoje. Vê se pode? Sou a única que restou e ele ainda menospreza hehehe mas ele tem razão. Quando se tem três filhas que enchem a casa e de repente se depara com só uma, é difícil. A mãe e eu entregamos os presentes dele. Ele adorou as gravatas que a Ana e eu compramos e o perfume que ele comprou pra mãe dar pra ele ;) Mesmo com a alegria, percebemos que não é a mesma coisa. Falei pra ele que a Ana tinha escrito uma carta de Dia dos Pais, mas que ela não tinha entregado pra ninguém nem dito onde estava. Ele ficou ansioso para recebê-la.

O pai nos ama muito e é muito ciumento. Nossa, chega a ser até demais às vezes ¬¬' e apesar dele se achar durão, é uma maria-mole por dentro. Quando a Ana, entre os 7 e 10 anos, disse pro pai que queria servir uma missão, ele já desconversou dizendo que ela não precisava. Sendo pai de três meninas, ele nunca achou que mandaria alguma de nós pra missão. Acho que ele deve ter orado muito pra que ela esquece isso... parece não ter funcionado.

O que tem nos confortado é a promessa feita a Mosias em relação a seus filhos que partiram em missão para pregar aos Lamanitas: que muitos acreditariam em suas palavras e eles teriam vida eterna; e que o Senhor os livraria de qualquer perigo.

A Ana está em mãos seguras!

sábado, 13 de agosto de 2011

Day #3 - (sem) Notícias

Faz apenas três dias que a Ana está no CTM, mas parece uma eternidade para nós aqui em casa. Tudo é tão mais silêncioso. Às vezes, até meio macabro, mas, como qualquer situação, há seu lado positivo: meus pais e eu estamos muito mais próximos. As bençãos da missão da Ana já caem sobre nossa cabeça.

Voltando ao assunto, apenas três dias e apenas uma notícia: ela esqueceu de levar um relógio =)
Essa é a Ana que eu conheço. O mais engraçado foi que ela levou uma mala enorme, mas isso é assunto pra outro post.

Ontem, enquanto almoçava com a família do Gui (meu namorado), eles fizeram muitas perguntas sobre como poderiam comunicar-se com a Ana. Minha sogra quase esfartou quando eu disse que só por cartas para quem não é da família e e-mail pros familiares. Como eles não são da igreja, isso os assusta um pouco, eu acho. Ela ficou preocupada com o fato do Gui "inventar" de servir uma missão também. Eles são bem próximos e ele é o filho mais novo, o que aumenta o fator "queridinho da mamãe". (ele vai me matar quando ler isso hahaha)

Ela tá certa num ponto: é muito difícil ficar sem notícias. Os missionários tem um dia da semana específico para responder cartas dos amigos e da família. Esse dia é chamado P-DAY. Na quinta mesmo, eu já enviei um e-mail pra ela. Eu queria poder estar lá e viver tudo com ela, ajudá-la, confortá-la, fazê-la rir. Engraçado como tudo que leio, falo, escrevo, ouço, penso é relacionado a Ana.

A saudade é enorme, mas tudo tem um propósito e algumas coisas vão além da nossa compreensão.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Day #2 - Aceitação

De acordo com Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra suíça, quando perdemos um ente querido ou amigo, quando alguém vai embora (seja um romance terminado ou por motivo de distância) ou passamos por alguma crise, sempre passamos por um processo de LUTO.
Elisabeth estabeleceu os seguintes passos desse processo:
  1. Negação
  2. Raiva
  3. Negociação
  4. Depressão
  5. Aceitação
Acordei com isso na cabeça hoje pela manhã. Tentei negar o fato de que eu ficaria longe de alguém que amo por um ano e meio ao dizer para mim mesmo que não era necessário pensar muito sobre isso; até mesmo ao desejar que isso tudo fosse um sonho.

Não senti raiva, mas brinquei algumas vezes com a Ana que se ela ficasse eu não pegaria mais as roupas dela sem pedir ou que se ela me amasse mesmo não ficaria tão longe por tanto tempo. Foram negociações de brincadeira, mas admito que talvez, inconscientemente, eu desejava que ela aceitasse.

O período de depressão, aquela vontade de chorar, de não sair da cama, de ficar o tempo inteiro quietinha e sem ninguém por perto, só curtindo a tristeza por um tempo, foi curto. Mas passou e agora o que fica é a saudade. Sem perceber, ficava dizendo para mim mesma: "Ela não está aqui. O tempo passa rápido. Não precisa chorar. Está tudo bem". Então percebi que comecei a aceitar.

Aceitei o fato de que isso NÃO É O FIM DO MUNDO, que a vida continua pra mim, pra ela e pra todos. Aceitei o fato de que, assim como a Ana vai estar ajudando e conhecendo muitas pessoas lá, eu vou fazer o mesmo aqui e sinto-me conectada a ela de alguma maneira. 

Ela está feliz e isso me faz feliz!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Day #1 - A Despedida

152 dias até os papéis voltarem
1090 horas até o dia da despedida
95 minutos até chegar no aeroporto
60 segundos pro adeus oficial!

É oficial, agora vivo a vida de filha única. O que é muito estranho, pois sendo a mais nova de três irmãs, nunca me acostumei a ficar sozinha. Faz algumas horas apenas e eu já não estou gostando muito. Sei o que vocês devem estar pensando: "Ah, ela diz isso, porque vai ter que lavar a louça mais vezes ou ajudar na limpeza sozinha!", mas não é isso.


É a companhia! Eu não me importava de lavar a louça ou ajudar na limpeza se eu tivesse uma das minhas irmãs comigo. É a falta de alguém que faz tudo ser pior, principalmente se essa pessoa é sua melhor amiga.

Foi difícil dar adeus no aeroporto. Eu disse pra mim mesma que eu não iria chorar. Meu namorado até quis apostar dizendo que eu iria chorar, sim, mas eu não apostei, pois sabia que eu iria perder :P

Eu sempre tentei não pensar muito no que sobraria pra mim depois que a Ana fosse pra missão, afinal quem gosta de sofrer por antecipação? No entanto, foi mais difícil encarar a realidade. Enquanto todos abanavam pela janela ao vê-la entrando no avião, eu fiquei sentada, olhando pro nada. Acho que esperando que fosse um sonho. E não era. Cheguei em casa e deitei na cama dela, tentando não pensar muito também.

Apesar da tristeza (não por ela ter ido, mas por não tê-la comigo), fico muito feliz pela decisão dela. Ela estava muito feliz, radiante e emanando uma luz que só a Ana tem. Aquele jeito tapado dela, mas ao mesmo tempo divertido e esperto.

Sei que vai passar rápido. Enquanto isso, fico aqui aguardando ansiosamente o retorno da minha melhor amiga!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

18 Meses Sem Ana

"18 Meses Sem Ana? Que nome estranho para um blógue!", você deve estar pensando. Calma, Ana é minha irmã e durante 18 meses, ela estará morando em Belo Horizonte, servindo como uma missionário de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias.

Durante 18 meses, este será o lugar que mostrará com tem sido minha vida sem (parcialmente) tê-la comigo. Claro que sempre haverá um espaço para relembrar os bons momentos do passado.

Ouve-se muitas histórias de irmãos e irmãs: ossos quebrados, brigas, lágrimas, sorrisos, confidências, irmandade, parceria, "dedo-durice", vingança, alegrias, mas acima de tudo...everlasting love! Bem, essa é a nossa.