domingo, 14 de agosto de 2011

Day #4 - Domingo e Dia dos Pais

Sensação estranha de acordar no domingo de manhã e não ter que acordar a Carol (Ana Carolina), que de vez em quando estava atrasada. Não tinha fila pro banho, não tinha desfile (ou briga) pra ver com qual roupa nós iríamos ou o desespero da Ana pra eu arranjar uma roupa pra ela vestir. Até brincávamos que eu iria com ela pra missão e ficaria dentro do guarda-roupa para entregar a roupa que ela deveria usar naquele dia. Além do mais, hoje é Dia dos Pais.

Como disse meu pai, ele estava "desafilhado" hoje. Vê se pode? Sou a única que restou e ele ainda menospreza hehehe mas ele tem razão. Quando se tem três filhas que enchem a casa e de repente se depara com só uma, é difícil. A mãe e eu entregamos os presentes dele. Ele adorou as gravatas que a Ana e eu compramos e o perfume que ele comprou pra mãe dar pra ele ;) Mesmo com a alegria, percebemos que não é a mesma coisa. Falei pra ele que a Ana tinha escrito uma carta de Dia dos Pais, mas que ela não tinha entregado pra ninguém nem dito onde estava. Ele ficou ansioso para recebê-la.

O pai nos ama muito e é muito ciumento. Nossa, chega a ser até demais às vezes ¬¬' e apesar dele se achar durão, é uma maria-mole por dentro. Quando a Ana, entre os 7 e 10 anos, disse pro pai que queria servir uma missão, ele já desconversou dizendo que ela não precisava. Sendo pai de três meninas, ele nunca achou que mandaria alguma de nós pra missão. Acho que ele deve ter orado muito pra que ela esquece isso... parece não ter funcionado.

O que tem nos confortado é a promessa feita a Mosias em relação a seus filhos que partiram em missão para pregar aos Lamanitas: que muitos acreditariam em suas palavras e eles teriam vida eterna; e que o Senhor os livraria de qualquer perigo.

A Ana está em mãos seguras!

Um comentário:

Rosa Siedschlag disse...

Desafilhado (hehehehe), só meu irmão mesmo.

Bom, desafilhado ou não, ele perceberá que a paz estará em seu coração o tempo todo, mesmo que a filha esteja longe.

O bom é que terá a experiência de um(a) filho(a) na missão já que ajudou tantos outros enquanto estavam lá. O sentimento é muito diferente.

Um abraço
Tia Rosa